O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), disse nesta segunda-feira (23/3) que não citou, em seu parecer, “Lula ou Bolsonaro”, mas realizou um trabalho “técnico”.
“Eu fui praticamente obrigado, pela ausência de prorrogação, a antecipar o relatório. Eu tenho hoje um relatório pronto, por volta de 5 mil páginas e 228 indiciados. Não cito, no relatório, durante essas 5 mil páginas, Lula ou Bolsonaro, porque tenho a responsabilidade de fazer algo técnico, baseado nos dados da CGU [Controladoria Geral da União], do TCU [Tribunal de Contas da União], dos depoimentos e das quebras de sigilo. Para mim, pouco importa se foi do governo A, do governo B, C ou D”, declarou Gaspar a jornalistas na Câmara.
Nesta segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Andre Mendonça pediu que o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), leia o requerimento de prorrogação em até 48 horas, para estender oficialmente os trabalhos. O período pode ser de até 120 dias.
A decisão de Mendonça agora vai ao plenário da Corte para análise do colegiado.
O relatório da CPMI seria apresentado ao colegiado na quarta-feira (25/3) e votado na reunião seguinte, prevista para quinta-feira (26/3), então o último dia de funcionamento da CPMI antes da decisão do magistrado.







