A ex-nadadora olímpica Joanna Maranhão usou as redes sociais para relatar que o filho, Caetano, de apenas 6 anos, sofreu ameaças na escola. De acordo com o relato, um colega de classe da criança disse que chamaria a polícia para deportar a família, que atualmente vive na Alemanha.
Além do preconceito por ser estrangeiro, a ex-atleta alega também que a situação é um caso de racismo. Isso porque, segundo ela, Caetano destoa do padrão físico europeu por ser filho de um homem negro com uma mulher parda.
“No último sábado, o Caetano acordou mal-humorado e insistindo em ser rude, o que não é o normal dele. Quando perguntei se ele não queria ir à competição de judô, ele contou que, durante a semana, uma criança disse que chamaria a polícia para mandar eu e o pai dele de volta para o nosso país”, contou.
“Meu filho ainda não entende sobre fronteiras ou racismo, embora esteja começando a notar tons de pele. Uma vez, ele pediu para deixar o hidratante no braço para a pele ficar ‘mais clara’, o que gerou uma conversa em nossa família sobre como lidamos com as coisas: com amor, empatia e gentileza”, ressaltou.
Joanna explicou que conversou com a professora de Caetano, que pediu desculpas, assim como a criança que fez as ameaças. “No entanto, não consigo parar de pensar que todas as crianças merecem cuidado e segurança, independentemente do tom de pele, origem ou identidade de gênero. Sinto que o ódio está chegando cada vez mais perto”, finalizou.







