A Universidade Federal do Tocantins (UFT), por meio do curso de Geografia do Câmpus de Porto Nacional, realizou no dia 11 de abril de 2026 uma aula de campo nas cidades de Natividade e Chapada da Natividade. A atividade integrou as disciplinas de Geografia do Turismo e Geografia Cultural, ministradas pela professora Rosane Balsan, com apoio do professor Sanclever Freire Peixoto e da estagiária-docente Karen Antero.
A estagiária-docente explicou que a proposta da aula de campo foi contribuir para a consolidação dos conhecimentos discutidos em sala, especialmente sobre o turismo no estado do Tocantins, a partir do contato direto com as potencialidades locais e das reflexões sobre o fortalecimento dos territórios por meio da atividade turística.
Durante o percurso em Natividade, os estudantes visitaram o pórtico de entrada da cidade, a fábrica do Amor Perfeito Tia Naninha, a sede do Escritório Técnico do IPHAN, o Centro Bom Jesus de Nazaré (sítio de Dona Romana), a Ourivesaria Zé Joias, a Igreja Matriz de Natividade, a Igreja São Benedito, as Ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e o Balneário Poções.
Já em Chapada da Natividade, o grupo conheceu as Ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário e a Igreja Nossa Senhora de Sant’Anna, que se encontra em processo de arruinamento.
Para os estudantes, a experiência proporcionou aprendizado significativo ao articular teoria e prática. “Um roteiro muito gratificante de ter participado. Minha primeira vez em Natividade e fiquei com um gosto de quero mais. Natividade é o tipo de cidade que me faz prender no tempo. As casas, as ruas, as pessoas, a serenidade do dia. Cidade que parece uma pintura viva. Só senti falta do que é estar na cidade pela noite, será que a cidade muda de cenário?”, relatou o acadêmico Thiago Teles de Sousa.
O estudante Sávio Cirqueira Cunha destacou a importância da vivência empírica para a compreensão dos conteúdos. “A aula de campo em Natividade-TO foi importante e fundamental para meu aprendizado com a cultura e história do lugar, minhas curiosidades sobre a cidade e a importância da experiência empírica. Já começa pela paisagem muito bonita, o relevo em torno da cidade que chama muita atenção, a história do lugar e os pontos de referência que são importantes para a cidade, como a loja da Tia Naninha e o biscoito amor-perfeito, reconhecido como patrimônio cultural e gastronômico do estado do Tocantins”, afirmou. Ele também ressaltou a tradição da ourivesaria local, com joias produzidas em filigrana, além das igrejas históricas e das belezas naturais da região, como o Balneário Poções e o Centro Bom Jesus de Nazaré.
A acadêmica Márcia Andréia de Oliveira da Silva enfatizou a diversidade cultural observada durante a atividade.
“Na aula de campo de geografia cultural em parceria com geografia do turismo conheci a cidade de Natividade, no Tocantins, uma cidade histórica onde pude observar as riquezas culturais na culinária, na religião e nas belezas naturais. O roteiro também teve como ponto de visitação o Iphan e o artista Zé das Joias, que nos abrilhantou com suas peças exclusivas em ouro e prata.
Conhecer a cultura e as cidades históricas como Natividade e Chapada da Natividade mostra o quanto temos para aprender e desfrutar das raízes culturais do nosso estado”, destacou.
Já o estudante Bruno Freire da Silva chamou atenção para a preservação das tradições locais. “A impressão que eu tive sobre Natividade é que a cidade e as pessoas resistem em manter sua tradição e cultura, da filigrana ao biscoito amor-perfeito, com o paciente ourives José Leal e o encantador Seu Dozinho, além do misticismo com a Dona Romana.
Há também banhos e cachoeiras muito próximos da cidade e com fácil acesso, sendo um local bastante atraente para diversos tipos de turismo”, pontuou.
A visita proporcionou aos estudantes uma vivência que articula turismo, patrimônio e desenvolvimento local, ampliando o olhar sobre as potencialidades do Tocantins. A iniciativa reforça o compromisso da UFT com uma formação acadêmica que valoriza a prática, o pensamento crítico e a compreensão das identidades e realidades dos territórios







