O mercado pecuário esteve mais fraco nesta terça-feira (7/7), apresentando baixa liquidez em várias regiões, em um dia de negociações pressionadas. Os compradores reduziam as cotações, enquanto a ponta vendedora resistia, destaca a Scot Consultoria. A oferta de compra abaixo das referências reduziu o volume de negócios. Mas, apesar da queda no volume, negócios foram realizados.
Segundo a Scot, os frigoríficos que já estavam ativos apresentaram as mesmas referências de valores. Os que abriram compras nesta terça-feira ofereceram preços deprimidos.
A oferta de gado estava ajustada à demanda. No entanto, o consumo interno estava aquém do esperado, as vendas não reagiram, mesmo com a virada do mês, e o interesse por bovinos jovens aptos à exportação diminuiu.Play Video
Dessa forma, de acordo com a Scot, nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da novilha caíram R$ 3, com a arroba cotada a R$ 330, R$ 335 e R$ 322, respectivamente. Para a vaca, houve estabilidade nos preços.
Em São Paulo, haverá um feriado no dia 9 de julho, o que pode tornar a posição das escalas de abate no Estado mais desconfortáveis, destaca a consultoria Safras & Mercado.
Além das praças paulistas, os preços do boi gordo caíram em outras 13 regiões, especialmente em Mato Grosso, Minas Gerais e Pará. As demais 18 praças monitoradas pela Scot não tiveram mudanças na comparação com o dia anterior.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Centro Sul Baiano, houve queda pontual de R$ 5 no boi, diante da maior oferta de machos no mercado. As fêmeas, por outro lado, registraram reajuste de R$ 5 por arroba, uma vez que a oferta está mais restrita em relação à dos machos. Nas regiões de Colíder (MT), norte de Goiás e Rio Grande do Sul, foram registrados negócios com preços estáveis e escalas de abate curtas, entre dois e sete dias.
Em relação ao mercado atacadista, os preços mostraram acomodação durante a terça-feira, afirma a Safras. “A eliminação precoce da Seleção Brasileira de futebol resulta em uma expectativa mais comedida de consumo em relação a Copa do Mundo”, destaca Fernando Iglesias, analista da consultoria.







