As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, crescimento de 8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Diante desse resultado, o setor respondeu por 50,2% das exportações totais do Brasil no período, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
Em nota, a Pasta informou que o aumento de 3,6% na quantidade comercializada e elevação de 4,4% no preço médio de exportação favoreceram o desempenho em maio.
A soja foi o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro no mês. As vendas do grão ao exterior renderam ao Brasil US$ 6,3 bilhões, alta de 14,6% em relação há um ano. Essa elevação foi resultado da alta de 9% do preço médio de exportação, em conjunto com o aumento de 5,1% no volume exportado, que chegou a 14,8 milhões de toneladas, terceiro maior volume já comercializado nesse mês em toda a série histórica.
O mercado chinês foi o principal comprador da oleaginosa brasileira no mês, com US$ 4,5 bilhões e participação de 71,2%.
A carne bovina in natura também teve destaque, com recorde no faturamento, de US$ 1,7 bilhão, e alta de 50,2% em relação a maio de 2025. O valor médio da carne ao exterior subiu 25,5%, enquanto o volume exportado chegou a 261,9 mil toneladas, com alta de 20,2%.
A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões em exportações, crescimento de 40%, enquanto o volume embarcado atingiu 442 mil toneladas, aumento de 32,3%. O resultado, com embarques para mais de 135 destinos em maio, reflete a manutenção da confiança internacional na proteína brasileira.
Já a carne suína in natura registrou exportações de US$ 278 milhões, alta de 1,4%, e embarques de 111 mil toneladas, crescimento de 5%, também estabelecendo recorde para o período.
No acumulado de janeiro a maio, as vendas externas do agronegócio alcançaram US$ 70,5 bilhões, crescimento de 4,6%, recorde para os cinco primeiros meses do ano.
Já as importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,6 bilhão em maio, recuo de 3,6% na mesma comparação, resultando em um superávit de US$ 14,4 bilhões no mês, aumento de 9,7%.







