A diminuição no ritmo da demanda por parte de varejistas e atacadistas segue limitando a liquidez no mercado de feijão, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Neste contexto, a indústria foca no giro dos estoques, enquanto a menor intenção de compra resultou em mais uma semana de queda nas cotações dos feijões carioca e preto.
Na sexta-feira (12/6), o indicador Cepea/CNA registrou, no noroeste de Minas Gerais, a cotação de R$ 392,80 para a saca de 60 quilos de feijão carioca de maior qualidade, uma queda de 8,29% em uma semana. No sul do Paraná, o feijão-preto estava cotado a R$ 201,18 a saca, recuo semanal de 9,11%.
No campo, de acordo com o Cepea, a colheita avança no Paraná, embora ainda sob a influência das condições climáticas, com aumento no número de registros de lotes com qualidade afetada. Os trabalhos também seguem em Minas Gerais e Goiás.
Já em relação às projeções para a safra 2025/26, as revisões divulgadas neste mês pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) foram positivas para o conjunto do mercado, impulsionadas principalmente pelo expressivo aumento das estimativas de produção do feijão-caupi. Para o feijão-cores, os ajustes foram mais moderados, enquanto as projeções para o feijão-preto voltaram a ser revisadas para baixo.







