O mercado pecuário esteve firme e, mesmo em ritmo lento, vários negócios foram fechados nesta terça-feira (11/8), informa a Scot Consultoria. A oferta de boiadas estava sintonizada com a procura.
Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 19 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto as outras 14 registraram altas. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 350 a arroba para o pagamento em 30 dias. Os preços do “boi China”, da vaca e da novilha também não mudaram.
Segundo a consultoria Safras & Mercado, o boi gordo apresentou preços em predominante acomodação durante esta terça-feira. A exceção segue no Pará e em Rondônia, Estados em que a necessidade de gado para avançar as escalas se faz presente, obrigando a indústria a pagar mais pela arroba. Em praças como São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em Goiás, o mercado apresenta um perfil mais acomodado.
O mercado atacadista mantém preços firmes, afirma a Safras. A expectativa é de reposição mais lenta ao longo desta semana, diante da perda de efeito da entrada dos salários na economia e do encerramento da demanda relacionada ao Dia dos Pais, concentrada na primeira semana do mês.
Em relação ao mercado externo, de acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos cinco primeiros dias úteis de agosto já foram exportadas 52,449 mil toneladas de carne bovina in natura, o que corresponde a uma média diária de embarques de 10,489 mil toneladas. O preço médio pago por tonelada ficou em US$ 6.187,22, recorde para um mês de agosto.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário reforça o ritmo bastante aquecido das exportações, com destaque não apenas para o elevado volume embarcado, mas também para os preços médios, que permanecem em patamares historicamente elevados.
A evolução dos embarques ao longo das próximas semanas será importante para avaliar a utilização da cota chinesa e o desempenho das exportações brasileiras no restante do ano. Segundo o governo chinês, o Brasil já atingiu 90% do volume referente à cota anual de exportação de carne bovina para a China.







