As exportações de café solúvel somaram 7,7 mil toneladas — o equivalente a 333,7 mil sacas de 60 kg — em agosto, alta de 24,9% em relação ao mesmo mês de 2025, informou a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) nesta quinta-feira (17/9).
Com esse resultado, os embarques acumulados em 2026 até agosto chegaram a 65,3 mil toneladas, cerca de 2,83 milhões de sacas, volume 12,8% superior ao registrado entre janeiro e agosto do ano passado.
Aguinaldo Lima, diretor executivo da entidade, destacou a consistência do crescimento. Com exceção de janeiro, todos os meses de 2026 igualaram ou superaram os volumes registrados em 2025, com altas de até 38,9% em junho, por exemplo.
“As exportações ao bloco europeu cresceram 44,2% no acumulado do ano, para 13,1 mil toneladas, e a entrada em vigor do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a UE, em 1º de maio, abre espaço para ampliarmos ainda mais essa presença”, disse em nota.
No mercado interno, a Abics também observa um cenário positivo. De acordo com o levantamento, o consumo de café solúvel no Brasil somou 19,7 mil toneladas nos oito primeiros meses de 2026, incremento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Apesar do otimismo com o desempenho das exportações e do consumo interno, a Abics aponta que a reforma tributária acende um sinal de alerta para o setor. Segundo a associação, embora a reforma promova uma ampla modernização do sistema tributário brasileiro, ela também traz mudanças relevantes para a indústria de café solúvel. Entre elas está a extinção integral, a partir de 1º de janeiro de 2027, do crédito histórico para a aquisição de café verde.
Diante desse cenário, a Abics afirma, em nota, manter diálogo permanente com o governo federal e o Congresso Nacional em busca de alternativas que preservem a competitividade do setor, incluindo mecanismos de transição ou compensação.







