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Estudos apontam correlação entre pré-eclâmpsia e Covid-19 em gestantes

Em artigo de revisão, pesquisadores da Unicamp e colaboradores pontuam as relações entre as duas condições, que têm protocolos de atendimento distintos. Grupo também identificou biomarcadores que podem auxiliar no diagnóstico diferencial

CNN por CNN
12/02/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 5 minutos
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Estudo mostra relação entre pré-eclâmpsia, uma complicação na gravidez, e Covid-19 • Foto: Free Photos/ Pixabay

Estudo mostra relação entre pré-eclâmpsia, uma complicação na gravidez, e Covid-19 • Foto: Free Photos/ Pixabay

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Durante a pandemia de COVID-19, sobretudo antes de as vacinas estarem disponíveis, soou o alerta para uma possível correlação entre casos graves de Covid-19 em gestantes e pré-eclâmpsia, condição caracterizada pelo aumento persistente da pressão arterial materna durante a gestação e que pode trazer graves danos para a mãe e o bebê. Grávidas infectadas pelo SARS-CoV-2 tendiam a apresentar quadros de pré-eclâmpsia com maior frequência, além de risco aumentado de complicações e morte.

Um dos desafios clínicos na época era fazer o diagnóstico diferencial. Isso porque a pré-eclâmpsia, que tem maior prevalência no terceiro trimestre de gestação, é uma doença que vai além de alterações na pressão arterial. Eleva o risco de insuficiência renal, hepática e disfunção placentária – condições que uma paciente com Covid-19 grave também pode apresentar em decorrência da inflamação exacerbada induzida pelo coronavírus.

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E o protocolo de atendimento para as duas situações é, em geral, diferente: enquanto a indicação para pré-eclâmpsia é antecipar o parto, interrompendo a gravidez, no caso da Covid-19 pode-se manter a gestação, com suporte clínico até a melhora da infecção. Ou seja, sobretudo nos casos mais graves de pré-eclâmpsia (chamados de síndrome HELLP) e precoces (antes de 34 semanas de gestação) era ainda mais importante garantir o diagnóstico adequado.

Três anos após o período mais letal da pandemia, uma revisão de estudos conduzida com apoio da FAPESP e publicada no American Journal of Reproductive Immunology sugere a existência de uma relação entre a fisiopatologia da pré-eclâmpsia e a da Covid-19.

Realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, o trabalho pontuou as relações entre as duas condições, com vias comuns envolvendo o sistema renina-angiotensina (conjunto de moléculas envolvidas na regulação da pressão arterial) e o receptor ACE2 (sigla em inglês para enzima conversora de angiotensina tipo 2), ao qual o vírus SARS-CoV-2 se liga para infectar a célula humana. Em outro estudo, o mesmo grupo de cientistas identificou biomarcadores capazes de distinguir a pré-eclâmpsia da Covid-19 grave em gestantes.Play Video

“De fato, há uma semelhança muito grande na evolução das duas condições. Tanto na COVID-19 quanto na pré-eclâmpsia com gravidade pode haver disfunção de múltiplos órgãos e hipertensão arterial. Há também similaridades em relação ao mecanismo, pois o receptor ACE2 tem papel-chave no sistema de regulação da pressão. Portanto, é possível que a infecção gere um aumento do risco de pré-eclâmpsia, como mostraram vários estudos que comprovaram uma frequência maior de pré-eclâmpsia nas pacientes com COVID-19”, explica Maria Laura Costa do Nascimento, professora de obstetrícia da Unicamp e autora da revisão.

Mortalidade em alta

No Brasil, mais de 300 gestantes morrem de pré-eclâmpsia por ano. Já os países de alta renda quase zeraram essas mortes graças a investimentos em ações para o diagnóstico precoce, permitindo um melhor tratamento para as gestantes, conta a pesquisadora.

Durante a pandemia, os casos de morte materna explodiram. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2020, 1.965 mulheres morreram durante a gravidez, o parto ou o puerpério no Brasil. Em 2021, o número subiu para 3.030 mortes.

O boletim epidemiológico também indica uma condição de alto risco para pré-eclâmpsia. “A nossa meta para 2030 em termos de morte materna é chegarmos a menos de 30 mortes por 100 mil nascidos vivos. Atualmente [dados de 2023], estamos em 70 mortes para 100 mil nascidos vivos. Na pandemia, em 2021, esse número chegou a 120 na média nacional, com Estados e regiões apresentando números ainda maiores. A Covid-19 veio para colocar uma lupa no que já acontecia e mostrar o impacto do desfecho adverso nessa condição”, afirma a pesquisadora à Agência FAPESP.

Segundo Nascimento, não é possível associar a alta na mortalidade materna durante a pandemia com o aumento de casos de pré-eclâmpsia. “Não temos dados de vigilância nem um diagnóstico adequado dessa condição. O que dá para dizer – e isso a partir de um estudo multicêntrico que realizamos na época da pandemia em 16 maternidades do país – é que houve risco aumentado de morte ou agravamento do quadro de saúde da paciente quando as duas condições estavam presentes. E nosso trabalho de revisão demonstra que a prevalência de pré-eclâmpsia aumenta entre os casos de infecção.”

Outro estudo realizado pelo grupo de Nascimento mostrou a existência de biomarcadores capazes de diferenciar pré-eclâmpsia de Covid-19 em gestantes.

“São marcadores clássicos para a pré-eclâmpsia [as proteínas sFlt-1e PlGF], que ajudam a controlar a vasoconstrição e a vasodilatação. Essas proteínas são produzidas ao longo da gestação pelas células da placenta. Nos casos de pré-eclâmpsia, há um desbalanço: diminuição das proteínas pró-angiogênicas [PlGF] e aumento das antiangiogênicas [sFlt-1]. Vimos que esses biomarcadores são específicos para pré-eclâmpsia. Não sofrem alterações na Covid, o que poderia auxiliar no diagnóstico diferencial”, conta.

Como destaca a pesquisadora, existem fatores de risco muito bem estabelecidos para a pré-eclâmpsia: mulheres que têm hipertensão arterial crônica, que tiveram pré-eclâmpsia na gestação anterior, gravidez gemelar, diabetes e doença autoimune. “São vários fatores que definem como essa gestante deve ser acompanhada e, talvez, a COVID-19 deva entrar para esse rol no futuro”, avalia.

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