As exportações brasileiras do agronegócio alcançaram US$ 16,3 bilhões em julho, recorde para o período e alta de 5,4% em relação aos US$ 15,5 bilhões do mesmo mês em 2025. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (13/8) pelo Ministério da Agricultura.
O setor respondeu por 47,9% das vendas externas totais do Brasil em julho. Os demais produtos exportados pelo país somaram US$ 17,7 bilhões, alta de 6,9% em relação ao ano anterior.
Na outra ponta, as importações do agronegócio somaram US$ 1,75 bilhão, queda de 2,8% em relação a julho de 2025.
O Ministério da Agricultura ressaltou que as compras de insumos utilizados pelo setor foram desconsideradas. Entre esses produtos estão fertilizantes, que movimentaram US$ 1,77 bilhão, alta de 1,5% em relação a 2025, e defensivos agrícolas, com US$ 642,76 milhões, queda de 7,5%.
Entre os produtos com maior peso na balança comercial do agronegócio, destacaram-se o complexo soja, com US$ 7,15 bilhões, alta de 22,4% em relação a 2025; carnes, com US$ 2,91 bilhões, avanço de 5,2%; produtos florestais, com US$ 1,62 bilhão, alta de 16,5%; complexo sucroalcooleiro, com US$ 1,13 bilhão, queda de 27,6%; e café, com US$ 937 milhões, recuo de 18,2%.
Os principais produtos exportados no mês foram soja em grão, carne bovina in natura, celulose, farelo de soja, carne de frango in natura, açúcar de cana em bruto, milho, carne suína, café verde e óleo de soja. Somaram US$ 16,3 bilhões e responderam por 78,8% das exportações brasileiras do agronegócio em julho de 2026.
A China se manteve como principal destino das exportações do setor em julho, com 34,5% do valor total, equivalente a US$ 5,6 bilhões. O país ampliou as compras de soja em grão, em US$ 229,9 milhões; carne de frango in natura, em US$ 85,38 milhões; e celulose, em US$ 61,1 milhões.
A União Europeia ficou em segundo lugar, com 14,7% do total exportado, equivalente a US$ 2,4 bilhões. O bloco registrou aumento nas compras de celulose, de US$ 124,2 milhões; soja em grão, que somou US$ 453,4 milhões, alta de 17,3% em relação a 2025; e farelo de soja, com US$ 441,6 milhões, avanço de 20,9%. Já as compras de café verde somaram US$ 375,4 milhões, queda de 28,5% na comparação anual.





