O endividamento das famílias brasileiras recuou após uma série de altas, conforme o mais recente relatório “Estatísticas monetárias e de crédito” do Banco Central (BC), divulgado nesta quinta-feira (28/5). O documento aponta que, em março, houve recuo de 0,1 ponto percentual (p.p.) e, com isto, o índice alcançou a marca de 49,8%. Valor ligeiramente abaixo do recorde de 49,9%.
Os dados do Banco Central também revelam também que houve redução na parcela de famílias com a renda comprometida. O índice recuou 0,3 p.p. no mês e avançou 1,3 p.p em 12 meses, alcançando 29,3%.
Os dados do relatório do BC revelam ainda que, em março, a inadimplência referente à carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,4%. O resultado representa uma alta sensível de 0,1 p.p. no mês e aumento de 0,9 p.p. em 12 meses.Play Video
A alta de 0,1 p.p. na inadimplência no índice geral no mês foi resultado de estabilidade nas empresas e avanço de 0,1 p.p. nas famílias. Os respectivos índices foram de:
- pessoas jurídicas: 2,8%;
- pessoas físicas: 5,4%.
Em relação ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes, a taxa de inadimplência teve aumento de 0,1 ponto percentual e chegou a 5,8%.
Em abril houve R$ 21,1 trilhões (162,7% do PIB) no crédito ampliado ao setor não financeiro. Conforme a autoridade monetária, o resultado foi reflexo, principalmente, do “aumento de 2,3% nos títulos públicos”.
O recuo no endividamento ocorre em um período anterior às primeiras negociações do programa Novo Desenrola Brasil, o Desenrola 2.0.
A modalidade “Famílias” do Desenrola 2.0 já atendeu a mais de 1 milhão de pessoas e renegociou R$ 10 bilhões em dívidas, conforme dados parciais apresentados pelo Ministério da Fazenda na última quinta-feira (28/5).
Juros do rotativo
A taxa média de juros cobrados pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo registrou uma alta de 1,5 ponto percentual em abril deste ano.







