As contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — registraram superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril de 2026, o melhor para o mês desde 2022. Os dados fazem parte do Relatório do Tesouro Nacional (RTN), divulgado nesta quinta-feira (28/5).
No mesmo mês de 2025, foi observado um superávit de R$ 18,2 bilhões (em valores não corrigidos pela inflação).
O resultado primário do Governo Central acumulado em 12 meses foi de déficit de R$ 130,6 bilhões, equivalente a 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB).
Entenda as contas do governo central
- Um superávit primário ocorre quando as receitas têm saldo maior do que as despesas, sem contar os juros. O déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo. Juntos, eles formam o “resultado primário”.
- No acumulado de 2025, o governo central teve déficit primário de R$ 13 bilhões (descontadas as deduções R$ 48,6 bilhões) — equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com o resultado negativo, a meta fiscal de 2025 foi cumprida.
- A meta do governo federal para 2026 é de superávit fiscal de 0,25% do PIB, cerca de R$ 35 bilhões.
Em relação ao resultado acumulado no período de janeiro a abril de 2026, o Governo Central registrou um superávit de R$ 8,7 bilhões, frente a um superávit de R$ 73,2 bilhões em 2025.
- Déficit é quando um governo tem mais despesas do que receitas, superávit é quando acontece o contrário.
- Resultado real é ajustado por um índice de inflação, resultado nominal é o valor bruto, sem ajustes inflacionários.
Em termos reais, a receita líquida apresentou um aumento de 5,8% e a despesa total registrou uma alta de 3,3% em abril de 2026, quando comparadas ao ano anterior.
O resultado deste mês decorreu de um superávit de R$ 58,3 bilhões do Tesouro e do Banco Central e um déficit de R$ 33,1 bilhões na Previdência Social.
- Déficit é quando um governo tem mais despesas do que receitas, superávit é quando acontece o contrário.
- Resultado real é ajustado por um índice de inflação, resultado nominal é o valor bruto, sem ajustes inflacionários.
Receitas e despesas
Em abril de 2026, a receita total apresentou aumento de R$ 15,9 bilhões. Segundo o Tesouro, o aumento da receita líquida em abril de 2026 foi explicado, em grande medida, pelo desempenho das receitas administradas pela Receita Federal. Os principais destaques foram:
- Imposto sobre a Renda – aumento de R$ 4,8 bilhões;
- IOF – aumento de R$ 1,8 bilhão;
- Cofins – aumento de R$ 4,5 bilhões;
- Arrecadação Líquida para o RGPS – aumento de R$ 4,1 bilhões;
- Dividendos e Participações – redução de R$ 3,3 bilhões;
- Exploração de Recursos Naturais – aumento de R$ 1,9 bilhão.
No acumulado do ano, a receita total apresentou elevação de R$ 41,5 bilhões (4%), enquanto a receita líquida apresentou elevação de R$ 38,6 bilhões (4,6%) em termos reais frente ao mesmo período do ano anterior.
Essa variação, segundo o tesouro, decorre principalmente do efeito conjunto de:
- Imposto sobre a Renda – aumento de R$ 10,5 bilhões;
- IOF – aumento de R$ 9,7 bilhões;
- Cofins – aumento de R$ 8,5 bilhões;
- Arrecadação Líquida para o RGPS – aumento de R$ 14,6 bilhões;
- Dividendos e Participações – redução de R$ 6,7 bilhões.
Com relação as despesas, em abril, contra mesmo mês de 2025, houve um aumento de R$ 6,6 bilhões em termos reais.
As principais variações foram:
- – Benefícios Previdenciários – aumento de R$ 3,1 bilhões;
- Pessoal e Encargos Sociais – aument de R$ 3,1 bilhões.
No acumulado do ano, a despesa total a despesa total apresentou elevação de R$ 107 bilhões (14,2%).
As principais variações foram:
- Benefícios Previdenciários – aumento de R$ 37,7 bilhões;
- Pessoal e Encargos Sociais – aumento de R$ 19,8 bilhões;
- Sentenças Judiciais e Precatórios (custeio e capital) – aumento de R$ 35 bilhões;
- Discricionárias – aumento de R$ 18,1 bilhões.
A meta fiscal para 2026
A meta fiscal do governo federal para este ano é um superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 35 bilhões. Ou seja, a sobra de R$ 35 bilhões na diferença entre receitas e despesas.
No entanto, há uma tolerância de 0,25 ponto percentual. Com isto, o resultado é considerado cumprido se a diferença entre a arrecadação e as despesas for igual a zero ou se houver um superávit de até R$ 68 bilhões.
Meta fiscal para os próximos anos:
- 2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões);
- 2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões).
Em atualização.







