A produção de laranja da safra 2026/27 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo e Sudoeste Mineiro deve atingir 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos, de acordo com a primeira estimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).
O volume apresentado na Pesquisa de Estimativa de Safra (PES) nesta sexta-feira (8/5) representa um recuo de 12,9% em relação ao total da última safra, quando foram colhidas 292,94 milhões de caixas de 40,8 kg.
Segundo o diretor-Executivo do Fundetricus, Juliano Ayres, a safra deve ser menor porque existe uma queda considerável no número de frutos nos pomares. “São 17% menos frutos por árvore. Esse é o fator número um que determina a redução”.
Ayres destaca que, em média, 52% dos pomares adultos do cinturão citrícola estão contamidos pelo greening, principal doença da citricultura, o que, ano a ano, tem causado a redução do peso dos frutos.
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Das 12 regiões citrícolas, somente quatro mantêm o mesmo número de frutos, com tendência de frutos maiores. Por outro lado, Ayres usa como exemplo Porto Ferreira (SP) que deve ter uma queda de 26% no total de frutos devido aos efeitos do greening.
O fator clima também será determinante para a produção variar em relação à estimativa, seja para cima ou para baixo. Na última safra, a produção total foi 7% menor do que a primeira estimativa. “Foi um ano extremamente seco, com altas temperaturas no pós-florecimento”, explicou Ayres.
Número de árvores
Em 2026, foram identificadas 184,3 milhões de árvores produtivas, 0,91% mais do que as 182,7 árvores em 2025. Entre as árvores não produtivas, o crescimento foi de 6,17%, de 26,3 milhões para 28 milhões.
Ayres destaca que fora do cinturão citrícola existem 13 milhões de árvores que possuem menos de três anos de idade, e devem ser incorporadas no censo da Fundecitrus em dois anos, a partir de 2028. “Hoje a citricultura não está mais restrita somente ao cinturão”.






