Realizada no último dia 24 de abril, a mesa-redonda ‘Arqueologia, Patrimônio e História Indígena’ debateu a riqueza do acervo arqueológico do Tocantins e os desafios para sua preservação no município. O encontro reuniu especialistas e acadêmicos para discutir temas que variam da gestão de coleções salvaguardadas à importância de integrar a pesquisa arqueológica à história viva das comunidades indígenas da região.
Para o Prof. Genilson Nolasco, curador do Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NuTa), destacou a importância do papel histórico da instituição. Segundo Nolasco, as coleções geradas por décadas de trabalhos de campo são “repositórios de conhecimentos” que vão além da guarda técnica: elas fundamentam o tripé de pesquisa, conservação e extensão.
Entretanto, o curador alertou para os desafios institucionais. O trabalho minucioso de organização e conservação dessas coleções exige investimento constante, fator crucial para que esse conhecimento seja efetivamente compartilhado com a sociedade.
História Indígena e suas conexões
O arqueólogo Romulo Macedo, representante da área técnica do IPHAN no Tocantins, trouxe uma síntese dos trabalhos que buscam integrar a arqueologia à História Indígena contemporânea.
Apesar de destacar o imenso potencial desses estudos para compreender a trajetória dos povos que habitam o estado, Macedo apresentou um dado para reflexão: esse tipo de abordagem ainda é minoritária dentro da produção arqueológica desenvolvida no Tocantins, sugerindo um campo vasto a ser explorado para dar visibilidade às ancestralidades locais.
Da Serra do Lajeado ao Planalto Central
Encerrando as apresentações, o Prof. Lucas Bueno (UFSC) apresentou um panorama das pesquisas acadêmicas realizadas no estado desde 1998. Bueno defendeu uma visão da Arqueologia como “História Indígena de longa duração”, conectando o passado remoto ao presente.





