A poucos dias do fim do prazo de desincompatibilização, governadores dos 26 estados e do Distrito Federal já definiram seus planos eleitorais. Levantamento do Metrópoles mostra que nove deixarão os cargos para disputar outras funções, incluindo a Presidência, enquanto nove tentarão a reeleição e oito devem permanecer até o fim do mandato.
O calendário eleitoral estabelece 4 de abril como prazo final para que chefes do Executivo deixem os cargos caso queiram disputar outro posto nas eleições de 2026.
Dos que vão concorrer a novos cargos, os ex-governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), são pré-candidatos à Presidência. Caiado teve sua candidatura anunciada pelo Partido Social Democrático (PSD) nesta semana, após a legenda enfrentar uma disputa interna.
O PSD tinha ao menos três presidenciáveis. Além de Caiado, os governadores Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, disputavam o apoio da legenda para a corrida presidencial. Após semanas de conversas, Caiado foi chancelado como a aposta para contrapor o cenário polarizado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Eleições 2026
- Se encerra no próximo dia 4 de abril o prazo para de desincompatibilização, período em que governantes devem deixar seus postos para se candidatarem a algum novo cargo.
- As eleições gerais de 2026 vão definir presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
- Para concorrer a cargos diferentes, chefes do Executivo precisam deixar o mandato até seis meses antes do pleito.
- O período pré-eleitoral é marcado por articulações partidárias e definição de candidaturas nos estados.
Novos cargos
A grande maioria dos governadores eleito nas eleição de 2022 retorna à urna eletrônica no pleito de outubro. Além de Zema e Caiado que tentam a Presidência, sete vão tentar uma cadeira no Senado Federal e nove vão buscar a reeleição.
Dos que tentam a Casa Alta, a expectativa é utilizar os frutos políticos dos últimos anos à frente do Executivo para se manter no cenário político. O posto no Senado é visto ainda como vantajoso, tendo em vista que o mandato tem duração de oito anos — ante os quatro anos dos demais cargos.
Veja quem tenta se eleger ao Senado:
- DF – Ibaneis Rocha (MDB)
- AC – Gladson Cameli (PP)
- ES – Renato Casagrande (PSB)
- MT – Mauro Mendes (União Brasil)
- PA – Helder Barbalho (MDB)
- PB – João Azevêdo (PSD)
- RR – Antonio Denarium (PP)
Nove querem reeleição e oito desistem de nova disputa
A maioria dos governadores em exercício e que podem tentar a reeleição, vão em busca de renovar o mandato. A lista inclui os estados de Pernambuco e Ceará. Governados por Raquel Lyra (PSD) e Elmano de Freitas (PT), respectivamente, os governadores querem se reeleger mesmo que não apareçam como favoritos para o governo de seus estados.
No caso de Pernambuco, o atual prefeito de Recife, João Campos (PSB) é o favorito ao governo do estado. Já no Ceará, Ciro Gomes (PSDB) desponta na frente entre as intenções de voto para governo local.
Por outro lado, em São Paulo, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece na frente nas pesquisas de opinião que medem as intenções de voto para o governo do estado. O mesmo acontece com Jorginho Mello (PL), em Santa Catarina, que também tem a preferência do eleitorado local. Veja quem mais tenta a reeleição:
- AM – Clécio Luis (União Brasil)
- BA – Jerônimo Rodrigues (PT)
- MS – Eduardo Riedel (PP)
- PI – Rafael Fonteles (PT)
- SE – Fábio Mitidieri (PSD)
Em meio as definições para o pleito de outubro, oito governadores já anunciaram que não pretendem concorrer a novos cargos políticos. Entre eles, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, que foi preterido pelo seu partido no plano de concorrer ao Palácio do Planalto.
Após a escolha o PSD por Ronaldo Caiado, o governador gaúcho anunciou que focaria em terminar seu mandato e sem concorrer a novos postos. No Maranhão, Carlos Brandão está em seu segundo mandato e se tornou cabo eleitoral do próprio sobrinho, Orleans Brandão (MDB), quem o atual governador tem apoiado para ser seu sucessor. Além dos dois, também terminam os mandatos:
- AM – Wilson Lima (União Brasil)
- PR – Ratinho Jr. (PSD)
- RN – Fátima Bezzera (PT)
- TO – Wanderlei Barbosa (Republicanos)
- AL – Paulo Dantas (MDB)
- RO – Marcos Rocha (PSD)
O Rio de Janeiro, por outro lado, vive um momento ímpar. O ex-governador do estado, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo às vésperas do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o condenou à inelegibilidade.
Sem vice-governador e com o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) impedido de assumir, o comando do estado caiu no colo do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto (na foto em destaque).
Agora, o estado espera uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) para determinar como o estado deve eleger um novo governador. Enquanto isso, Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL), despontam como favoritos para assumir o Palácio Guanabara em 2027.







