Um homem de 46 anos, identificado como Elismar Pereira da Silva, morreu na noite deste sábado (11) após uma intervenção da Polícia Militar em Araguanã, na região norte do estado. De acordo com a PM, a equipe foi acionada para conter o homem, que estaria em via pública armado com um facão e apresentando comportamento de risco, com ameaças a moradores.
Os policiais relataram que tentaram negociar o desarmamento voluntário, mas o suspeito manteve a postura hostil. Para contê-lo, a guarnição efetuou disparos de balas de borracha.
Após a intervenção, o homem fugiu em direção a uma área próxima e caiu em uma cisterna de aproximadamente 14 metros de profundidade, localizada em frente à residência onde vivia.
A nota oficial do Corpo de Bombeiros, no entanto, traz uma versão conflitante sobre os meios utilizados pela PM. Segundo os militares do resgate, a informação colhida com a própria guarnição da Polícia Militar no local da ocorrência foi de que, após o uso das balas de borracha como primeira medida, houve o disparo de arma de fogo. A vítima teria sido atingida antes de cair no reservatório. As notas da PM e da Secretaira de Segurança Pública (SSP) não fazem menção ao uso de armas letais durante a abordagem.
O trabalho de recuperação do corpo durou horas e só foi encerrado na madrugada deste domingo (12). Inicialmente, um mergulhador tentou descer no reservatório, que tinha uma coluna de água de quatro metros, mas a manobra foi suspensa porque a água estava altamente contaminada com sangue, representando risco biológico.
Um caminhão limpa-fossa da prefeitura chegou a ser solicitado para esvaziar a cisterna, mas o maquinário não teve capacidade técnica para a drenagem. O corpo de Elismar só foi retirado após os bombeiros improvisarem um sistema de içamento com um gancho. Um militar precisou ser ancorado para descer e realizar a amarração da vítima.







