O volume do setor de serviços no Brasil recuou 1,2% em março deste ano na comparação com fevereiro, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (15/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, houve uma variação de 0,1% frente a janeiro de 2026.
O volume de serviços alcançado em março é o 24º resultado positivo consecutivo para o mês. Em relação a março de 2025, houve expansão de 3,0%, conforme o IBGE.
O resultado negativo em março foi puxado por atividades de transportes (-1,7%). Com relação a março de 2025, o volume de serviços cresceu 3,0%.
Em 2025, o setor de serviços encerrou com um avanço de 2,8%, conforme o IBGE.
O setor de serviços no Brasil
- A Pesquisa Mensal de Serviços monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores. São excluídas as áreas de saúde e educação.
- A próxima divulgação da PMS referente a abril de 2026 será em 11 de junho.
- Em 2025, o volume de serviços fechou com alta de 2,8%, quinto ano seguido de crescimento.
O setor de serviços é dividido em cinco grupos. Todos eles tiveram resultados negativos que variaram de -0,9% a até -2,0%. Além de transportes (-1,7), também houve recuos em administrativos e complementares (-1,1%); de informação e comunicação (-0,9%); dos outros serviços (-2,0%); e dos serviços prestados às famílias (-1,5%).
O levantamento do Produto Interno Bruto (PIB) do IBGE para o setor de serviços encerrou 2025 com avanço de 1,8%. Para 2026, a expectativa do Banco Central (BC) é um crescimento de 1,7%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM).
Variação de outros setores
- Serviços prestados às famílias: -1,5%;
- Alojamento e alimentação: -1,2%;
- Outros serviços às famílias: -2,2%;
- Serviços de informação e comunicação: -0,9%;
- Tecnologia da informação e comunicação (TIC): -0,9%;
- Telecomunicações: -0,6%;
- Serviços de TI: -1,7%;
- Audiovisuais: 2,4%;
- Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,1%;
- Serviços técnico-profissionais: -4,1%;
- Serviços administrativos e complementares: -1,5%;
- Transportes, auxiliares e correio: -1,7%;
- Transporte aquaviário: -1,0%;
- Transporte aéreo: -7,1%;
- Armazenagem e correio: 0,1%;
- Outros serviços: -2,0%.
Comportamento regional
Em março, o volume de Serviços teve queda em 13 das 27 unidades da federação, na comparação com fevereiro passado.
As unidades da federação com maior impacto para o resultado negativo em março foram: São Paulo (-2,1%), seguido por Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%).
Por outro lado, as que mais puxaram o indicador para cima foram Distrito Federal (10,3%) e Rio de Janeiro (1,8%).






