Nesta quarta-feira (24/6), comemora-se o Dia de São João, famoso santo da Igreja Católica que é o principal homenageado nas festas juninas pelo país. Mas, mesmo com a popularidade e a importância na cultura brasileira, a data não é feriado nacional.
Apesar disso, os estados de Alagoas e Pernambuco estabeleceram sim o dia como feriado, além de três outras capitais (Aracaju – SE, João Pessoa – PB e Salvador – BA) e outros três municípios (Barueri – SP, Campina Grande – PB e Niterói – RJ).
João Pessoa, a capital da Paraíba, foi ainda mais longe e, além do dia de São João ser feriado por lá, a prefeitura decretou ponto facultativo para os servidores públicos nos dois dias anteriores (22 e 23).
Quem foi São João e por que ele virou uma festa?
No dia 24 de junho se comemora o nascimento de São João Batista, importante personagem bíblico que inspirou as festas juninas, antes chamadas de “joaninas”, no Brasil.
Ele foi filho de Isabel e Zacarias e, segundo a tradição religiosa, primo de Jesus, devido ao parentesco do casal judeu com sua mãe, Maria.
Foi João quem teria anunciado a chegada do Messias e foi ele quem fez o batismo de Cristo, aos 30 anos de idade, no rio Jordão – qualquer semelhança entre o ato e sobrenome do santo não é mera coincidência.
A data do aniversário de João coincide também com a época do solstício de verão no Hemisfério Norte, quando povos pagãos, como celtas e nórdicos, muito antes do Catolicismo, faziam festas e rituais ligados à terra e à renovação da vida em comemoração à chegada do verão.
A Igreja Católica depois incorporou essas comemorações ao seu calendário religioso associando-as a santos populares.
No Brasil, as comemorações vieram junto com os colonizadores portugueses, que celebravam os três santos no mês de junho (São João, Santo Antônio e São Pedro) e foram incorporando os elementos da cultura indígena e africana daqui.
Um bom exemplo dessa simbiose é que, segundo a crença religiosa, o motivo pelo qual fazemos fogueiras nas festas juninas é devido a mãe de João, Isabel, ter acendido uma fogueira para avisar Maria que seu filho único havia nascido.
Fim trágico
Apesar de inspirar uma das comemorações mais alegres da cultura brasileira, a história de São João terminou de forma violenta.
Ele costumava criticar abertamente o relacionamento incestuoso entre Herodes Antipas (governante de regiões na antiga Palestina, conhecido por interrogar e humilhar Jesus durante julgamento em Jerusalém e depois o enviar de volta a Pôncio Pilatos, governador da Judeia) e Herodíades, sua sobrinha.
A mulher já era casada com o irmão de Antipas e teve uma filha com ele, a também famosa Salomé, que, após dançar para Herodes em seu aniversário, recebeu o direito de fazer um pedido ao governante. A pedido da mãe, Salomé exigiu a cabeça de João Batista numa bandeja e o pedido foi atendido.







