As incertezas climáticas e sobre a rentabilidade da cultura seguem reduzindo o interesse de produtores em ampliar os investimentos e a área destinada ao trigo no Brasil. Diante desse cenário, projeções oficiais já indicam queda significativa da produção nacional em 2026, destaca o o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 1,4% inferior ao projetado em maio/26 e fortes 20% abaixo da safra de 2025. A área cultivada pode totalizar 2,12 milhões de hectares, recuos de 1,1% em relação à estimativa anterior e de 13,4% em relação à temporada passada. A produtividade média é estimada em 2,974 toneladas por hectare, com quedas de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% em relação à safra anterior.
Atualmente, no Brasil, os preços do trigo em grão seguem sustentados pela reduzida disponibilidade no mercado físico e pela postura retraída dos vendedores, que permanecem retendo o produto, à espera de melhores oportunidades de comercialização. Nesta segunda-feira (15/6), no Paraná, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 1.374,06 a tonelada, alta de 1,06% desde o início de junho. No Rio Grande do Sul, o preço estava em R$ 1.325,40 a tonelada, queda de 0,59% no mesmo período.







