O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostra que a economia brasileira recuou 0,7% em março, na comparação com o mês anterior. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (18/5). Todos setores registraram queda, mas serviços foi o que teve a maior retração (0,8%).
Em fevereiro, na comparação com janeiro, houve avanço de 0,6%. No trimestre, houve alta de 1,3%.
Para chegar ao resultado, o Banco Central fez um ajuste sazonal (um cálculo que remove as flutuações sazonais de uma série temporal para comparar períodos diferentes).
Entenda o IBC-Br, a “prévia do PIB”
- O indicador é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto.
- O IBC-Br incorpora estimativas de crescimento para os setores agropecuário, industrial e de serviços. O cálculo é feito com ajuste sazonal, o que permite comparar períodos diferentes.
- IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo Banco Central para definir a taxa básica de juros do país, a Selic.
- PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país.
- Uma alta significa que a economia está crescendo em ritmo bom, enquanto um recuo implica encolhimento da produção econômica da nação.
No mês, o IBC-Br por setores produtivos, serviços teve o pior desempenho, com recuo de 0,8%. Também apresentaram resultados negativos os setores de:
- agropecuária (-0,2%); e
- indústria (-0,2%).
Na comparação com março do ano passado, o IBC-Br teve elevação de 3,1%. Em 12 meses, o indicador do BC apresentou aumento de 1,8%. No ano, a chamada “prévia do PIB” registrou expansão de 1,4%. Todas essas variações foram calculadas sem ajustes sazonais.
PIB deve desacelerar em 2026 e entrar para top10
Economistas alertam para a desaceleração da economia brasileira neste ano devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação, fatores que seguem preocupando a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em 2025, a economia avançou 2,3%. O governo federal espera uma repetição do desempenho, mas o Banco Central, bancos e outras instituições financeiras têm projeções mais modestas que partem de 1,6%.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou a volta do Brasil neste ano ao posto de 10ª maior economia global. A informação consta no relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), lançado no dia 14 de abril deste ano.
O documento do FMI traz como novidade um aumento na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, no patamar de 1,9%. A nova projeção do FMI é 0,3 ponto percentual superior à estimativa anunciada em janeiro deste ano.
A instituição internacional considera que o país será favorecido pelo contexto da guerra no Oriente Médio por ser um exportador de petróleo.
“Espera-se que a guerra tenha um pequeno efeito líquido positivo em 2026, devido ao fato de o país ser um exportador líquido de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual”, diz trecho do documento.





