O mercado suinícola nacional registrou a terceira semana seguida de baixas nas cotações do animal vivo e dos cortes. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é reflexo de uma demanda doméstica enfraquecida e da maior oferta.
As desvalorizações mais intensas são observadas nas praças do Sul do País. Na quarta-feira (22/4), em Santa Catarina, o indicador Cepea/Esalq do suíno vivo apresentou a cotação de R$ 5,11, um recuo acumulado de 17,05% em abril. É o menor preço nominal registrado no mercado catarinense desde abril de 2022.
Por outro lado, as exportações da carne seguem em ritmo acelerado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na parcial de abril, os embarques diários atingiram média de 6,2 mil toneladas, a maior da história e 3,3% acima da de março. Contudo, as vendas externas geralmente representam apenas entre 25% e 30% da produção nacional.
Segundo pesquisadores do Cepea, ainda que as exportações auxiliem na diminuição da oferta doméstica, no atual cenário de baixa demanda interna, o desempenho recorde das vendas externas deste mês não tem sido suficiente para reverter o movimento de desvalorização no mercado nacional.







