Com a oferta ainda restrita, os preços da tilápia seguiram em alta em maio em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Por outro lado, em parte das praças, os valores recuaram, refletindo o enfraquecimento da demanda, devido sobretudo à menor procura por parte dos frigoríficos. Além disso, a partir de maio, os peixes começam a ganhar peso, o que tende a ampliar gradualmente a disponibilidade do produto.
Na primeira semana de junho, a tendência foi de baixa nas regiões produtoras. Segundo o indicador do Cepea, entre 1 e 5 de junho, na área dos Grandes Lagos (divisa de São Paulo e Mato Grosso do Sul), a cotação da tilápia ficou em R$ 10,03 o quilo, uma queda semanal de 0,53%. No oeste do Paraná, o preço estava em R$ 8,82, uma baixa de 0,14% no mesmo período.
No mercado internacional, os embarques de tilápia e produtos secundários registraram forte aumento em maio, atingindo o maior volume do ano e o mais elevado desde junho de 2025, período em que as tarifas dos Estados Unidos ainda não haviam sido implementadas. No entanto, recentemente, o governo americano anunciou novas tarifas, com previsão de entrarem em vigor em julho, o que poderá, novamente, afetar o setor, de acordo com pesquisadores do Cepea.







