O mercado pecuário encerrou a semana apresentando tentativas de compra em patamares mais baixos. Nesta sexta-feira (15/5), segundo a Scot Consultoria, nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para as cotações, o preço do boi gordo caiu R$ 2, para R$ 348 a arroba no pagamento a prazo. O “boi China” e a vaca também recuaram R$ 2, para R$ 353 e R$ 318 a arroba, respectivamente. A cotação da novilha não teve alteração.
Além das praças paulistas, também foram registradas quedas de preços para o boi gordo em Goiânia, sul de Goiás, Santa Catarina, Rio de Janeiro e norte do Tocantins. As demais 26 regiões monitoradas pela Scot apresentaram estabilidade nas cotações.
O indicador Cepea/Esalq, baseado nas negociações realizadas no Estado de São Paulo, registrou a cotação de R$ 344,60 a arroba, apresentando estabilidade na comparação diária, mas acumulando queda de 2,78% desde o início de maio.
Segundo a Scot, a pressão sobre as cotações veio da combinação entre oferta mais robusta e demanda enfraquecida. Parte dos frigoríficos já havia composto suas escalas de abate e se retirou das compras, negociando apenas lotes a preços mais vantajosos e aguardando para assumir nova posição no mercado. Entre aqueles que seguiram ativos e adquiriram boiadas no mercado físico, a maior disponibilidade de negócios proporcionou mais flexibilidade nas negociações e permitiu compras em condições mais favoráveis para o comprador.
“Os frigoríficos ainda se deparam com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, ao ponto que algumas unidades passaram a se ausentar da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no restante do mês”, afirma Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado. Segundo o especialista, a expectativa é que o movimento de queda persista no curtíssimo prazo.





