O preço da soja no Brasil encerrou a semana na contramão das cotações internacionais. Enquanto na bolsa de Chicago houve recuo, na maior parte das praças brasileiras os preços da oleaginosa subiram, embora o mercado físico tenha apresentado poucas negociações.
Nesta sexta-feira (15/5), o indicador Cepea/Esalq, baseado nos negócios realizados no porto de Paranaguá (PR), registrou a cotação de R$ 129,14 a saca de 60 quilos, uma alta diária de 0,63%. No acumulado de maio, o preço sobe 0,20%.
Das 38 regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 25 registraram altas na cotação da soja na comparação diária. Outras nove tiveram estabilidade, e em apenas quatro ocorreram quedas. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos estava cotada a R$ 120. Em Sorriso (MT), o preço era R$ 103,50 a saca. Em Dourados, R$ 110; em Rio Verde, R$ 111,50. Nos portos, a cotação estava em R$ 129 a saca em Santos (SP) e R$ 128 em Rio Grande (RS).
O analista Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, afirma que os negócios estiveram basicamente travados nesta sexta-feira. No mercado físico, não houve grandes movimentações, com os players mais afastados, principalmente o produtor, diante de um cenário de preços ainda pouco favoráveis.
“Apenas quem possui maior necessidade de venda acaba vindo mais ao mercado. Na semana, houve boas movimentações comerciais, porém, entre ontem e hoje, o mercado apresentou baixo volume de negociações”, destaca Silveira.
Na bolsa de Chicago, o preço da soja caiu nesta sexta-feira. Os contratos com entrega para julho de 2026 recuaram 1,28%, cotados a 11,77 o bushel. Segundo análise da consultoria Granar, o mercado se decepcionou com a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, que não trouxe novidades sobre as compras chinesas de soja americana, e a Casa Branca só reiterou o compromisso da China de adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas durante a safra 2026/27.






