quarta-feira, 6 de maio de 2026.
  • Quem Somos
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Vídeos
  • Categorias
    • Agricultura e Pecuária
    • Brasil
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Miracema
    • Palmas
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tocantins
  • Quem Somos
  • Contato
PORTAL LJ
Sem resultados
Ver todos resultados
PORTAL LJ
Home Saúde

“Ombro congelado” está ligado à menopausa? Estudos indicam que sim

Rigidez e dores intensas na região têm aparecido com frequência em mulheres nessa fase e a ciência começa a investigar o porquê

por Metrópoles
06/05/2026
em Saúde
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
Magnific

Magnific

CompartilharCompartilhar

A turismóloga Camila Gil, de 43 anos, lembra exatamente quando percebeu que algo estava errado. A dor no ombro começou discreta, como um cansaço muscular após um dia comum. Em poucas semanas, porém, tarefas simples passaram a ser um desafio. “Vestir uma blusa, colocar o braço para trás, pentear e lavar o cabelo e até dirigir passaram a ser tarefas dolorosas”, conta. “Levantar o braço acima da cabeça ou alcançar algo em uma prateleira se tornou impossível. Uma dor insuportável.”

Após meses de consultas e exames, veio o diagnóstico: capsulite adesiva, conhecida popularmente como “ombro congelado”. A condição ocorre quando a cápsula que envolve a articulação do ombro, um tecido normalmente flexível, passa por um processo inflamatório e se torna grossa e rígida. “É como se essa cápsula estivesse toda retraída. Por isso, o ombro vai perdendo o movimento e restringindo a mobilidade”, explica o ortopedista Sandro da Silva Reginaldo, especialista em ombro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

ARTIGOSRELACIONADOS

Divulgação/Oceanwide

O que é a cepa andina do hantavírus detectada em cruzeiro?

06/05/2026
stefamerpik/Freepik

Exames preventivos podem evitar doenças silenciosas e salvar vidas

06/05/2026

O resultado é uma combinação difícil de ignorar: dor intensa e limitação progressiva dos movimentos. Estima-se que essa condição afete entre 2% e 5% da população, segundo a Academia Americana de Médicos de Família. Embora possa afetar qualquer pessoa, aparece com mais frequência em mulheres entre 40 e 60 anos, justamente a faixa etária da transição menopausal. Daí por que, na última década, cientistas vêm investigando cada vez mais se as mudanças hormonais típicas dessa fase da vida podem ter participação direta no problema.

Estrogênio, o suspeito

Apesar de ainda não haver evidência definitiva de causa e efeito, diversos estudos sugerem uma conexão biológica plausível entre menopausa e capsulite adesiva. A principal suspeita envolve o estrogênio: durante a menopausa, os níveis desse hormônio caem de forma acentuada, o que pode desencadear uma série de efeitos nos tecidos do corpo, inclusive nas articulações.

Pesquisas indicam que a deficiência de estrogênio pode aumentar citocinas inflamatórias, estimular a atividade de fibroblastos (células que produzem tecido fibroso) e favorecer o espessamento da cápsula do ombro. Além disso, a queda hormonal também pode reduzir o líquido sinovial, responsável por lubrificar as articulações, contribuindo para dor e rigidez.

Uma revisão publicada em 2025 no periódico Journal of Clinical Medicine sugere que falhas na sinalização do estrogênio podem enfraquecer mecanismos anti-inflamatórios e antifibróticos, deixando mulheres na peri e pós-menopausa mais vulneráveis à doença. Por outro lado, um estudo conduzido com 2 mil participantes com idades entre 45 e 60 anos concluiu que o uso da terapia de reposição hormonal pode reduzir o risco de ombro congelado. Ao mesmo tempo, a não utilização desse tratamento foi associada a um risco maior de ter o problema.

Ainda assim, os especialistas mantêm cautela. “Acredita-se que alterações hormonais possam influenciar na fisiopatologia da capsulite, mas ainda não há comprovação direta dessa relação”, frisa Sandro Reginaldo.

Outros possíveis fatores de risco

A capsulite adesiva tem causas bem definidas quando é resultante de imobilização prolongada do braço devido a cirurgias e fraturas, por exemplo. Mas sua origem como como doença primária ainda não é totalmente conhecida. Além de hormônios ligados à menopausa, fatores como diabetes, distúrbios da tireoide e estresse também aparecem em estudos relacionados à doença.

Uma metanálise britânica de 2016 constatou que pacientes com diabetes apresentavam probabilidade cinco vezes maior de desenvolver capsulite adesiva do que o grupo controle, e estimou a prevalência de diabetes em pacientes com a condição no ombro em 30%.

Já um estudo caso-controle realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia relatou que a prevalência de diagnóstico de hipotireoidismo foi significativamente maior no grupo com capsulite adesiva em comparação ao grupo controle.

Uma outra pesquisa coloca também como fator de risco o baixo Índice de Massa Corpórea (IMC) e o colesterol alto. Por isso, alguns pesquisadores começam a encarar o ombro congelado não apenas como um problema ortopédico isolado, mas parte de um quadro sistêmico, envolvendo metabolismo, inflamação e hormônios.

Três fases — e um processo longo

A doença costuma evoluir em etapas relativamente previsíveis: a primeira é a fase dolorosa, de dor intensa nos ombros sem necessariamente perder movimento; a segunda é a etapa do congelamento, marcada pela perda progressiva de mobilidade; por fim, vem o processo de “descongelamento”, em que o movimento retorna lentamente.

“Muitas vezes, essas fases se sobrepõem. O paciente começa com dor, depois passa a ter dor com limitação e, mais adiante, a dor diminui enquanto o movimento vai voltando aos poucos”, explica o ortopedista do Einstein em Goiânia.

Camila Gil viveu isso na prática. “A primeira fase é a pior, a dor é intensa o tempo todo”, relata. “Depois fica sem movimento e dói absurdamente se tentar levantar o braço. Só na última fase o movimento vai voltando e as dores ao mover vão diminuindo.” A progressão natural da capsulite adesiva é tipicamente autolimitada, ou seja, tende a desaparecer sozinha. O ciclo completo pode durar meses ou levar de dois a três anos, depende do organismo de cada paciente.

Como tratar (e aliviar a dor)

Na maioria dos casos, o tratamento pode incluir fisioterapia, analgésicos e anti-inflamatórios, além de bloqueios anestésicos e exercícios de mobilidade. A fisioterapia costuma ser essencial, mas o momento certo faz diferença. “Se o paciente ainda está na fase de dor intensa, forçar movimento pode piorar a inflamação”, alerta o médico. “Depois que o ombro já está congelado e a dor diminui, a fisioterapia é fundamental para recuperar o movimento.”

Como muitas vezes a fase de dor é intensa e até prolongada, analgésicos e bloqueios anestésicos para regular a ação do nervo costumam ser recomendados para melhorar a qualidade de vida do paciente. Já a opção por cirurgia é rara e, geralmente, reservada para casos que não respondem ao tratamento clínico.

Camila, que teve a doença nos dois ombros, um na sequência do outro, passou por um ano de fisioterapia em cada um deles. “Foi um processo lento, mas essencial para recuperar os movimentos e reduzir a dor”, conta. Hoje ela diz estar praticamente recuperada. “Depois dessa experiência, passei a olhar a menopausa com mais atenção”, relata.

Anterior

João Vicente de Castro expõe crise com a mãe e terapia após brigas

Próximo

Exames preventivos podem evitar doenças silenciosas e salvar vidas

Próximo
stefamerpik/Freepik

Exames preventivos podem evitar doenças silenciosas e salvar vidas

LEIA TAMBÉM

Segurança

PF investiga desvios e fraudes em unidade de saúde indígena no Tocantins

06/05/2026
Educação

Parfor seleciona professores para os cursos de Licenciatura Intercultural Indígena, Educação Escolar Quilombola e Educação Bilíngue de Surdos

06/05/2026
Educação

Programa de Pós-Graduação em Letras abrirá inscrições para mestrado e doutorado em junho

06/05/2026
Saúde

O que é a cepa andina do hantavírus detectada em cruzeiro?

06/05/2026
Saúde

Exames preventivos podem evitar doenças silenciosas e salvar vidas

06/05/2026

CATEGORIAS

  • Agricultura e Pecuária
  • Brasil
  • COLUNA DO LEAL
  • Economia
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • GOL DE PLACA
  • Lajeado
  • Miracema
  • Palmas
  • Papo de Skyna
  • Política
  • Saúde
  • Segurança
  • Tocantinia
  • Tocantinia
  • Tocantins

TÓPICOS

#Palmas #Tocantins #Lajeado 2° Farm Day Athletico COLUNA DO LEAL Copa do Nordeste Copão Tocantins Corinthians covid19 Dengue educação Entretenimento flamengo GOL DE PLACA Inter Lajeado Libertadores Miracema Palmas palmeiras Paris 2024 Política Seleção Brasileira São Paulo Tocantinia tocantins

POPULARES

Agricultura e Pecuária

Soja, milho e trigo recuam em Chicago com possível trégua no Oriente Médio

06/05/2026
Agricultura e Pecuária

Agritech aposta na personalização de tratores para vencer concorrentes indianos e chineses

06/05/2026
Agricultura e Pecuária

Açúcar despenca em Nova York com sinalização de acordo entre EUA e Irã

06/05/2026
Agricultura e Pecuária

População ocupada no agronegócio é recorde, mas emprego na produção agropecuária cai

06/05/2026
Segurança

Queimaduras e internação: o que se sabe sobre o acidente doméstico que levou à morte de PM no TO

06/05/2026
Logomarca Leal Junior

O site que busca sempre a notícia com credibilidade e transparência.

#SIGA-NOS:

MAIS RECENTES

  • Soja, milho e trigo recuam em Chicago com possível trégua no Oriente Médio
  • Agritech aposta na personalização de tratores para vencer concorrentes indianos e chineses
  • Açúcar despenca em Nova York com sinalização de acordo entre EUA e Irã

CATEGORIAS

ÚLTIMAS

edit post
Queda nos preços do petróleo e a pressão vendedora de grandes fundos de investimento afetam as cotações dos grãos — Foto: iStock/Mapa

Soja, milho e trigo recuam em Chicago com possível trégua no Oriente Médio

06/05/2026
edit post
Roberto Guimarães de Oliveira, gerente comercial e de marketing da Agritech — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Agritech aposta na personalização de tratores para vencer concorrentes indianos e chineses

06/05/2026
  • Quem Somos
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade

© 2024 Portal LJ - Todos os direitos reservados.

Sem resultados
Ver todos resultados
  • Categorias
    • Agricultura e Pecuária
    • Brasil
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Miracema
    • Política
    • Saúde
    • Palmas
    • Tocantins
  • Coluna do Leal
  • Gol de Placa

© 2024 Portal LJ - Todos os direitos reservados.

Sem resultados
Ver todos resultados
  • Categorias
    • Agricultura e Pecuária
    • Brasil
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Miracema
    • Política
    • Saúde
    • Palmas
    • Tocantins
  • Coluna do Leal
  • Gol de Placa

© 2024 Portal LJ - Todos os direitos reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.