A maior disponibilidade de feijão no mercado, com a sobreposição entre o encerramento da segunda safra e a entrada gradual da terceira, manteve as cotações da leguminosa pressionadas em julho, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O movimento foi mais intenso para o feijão-carioca, sobretudo para os grãos de melhor qualidade, enquanto o preto apresentou maior estabilidade, sustentado pela perspectiva da menor produção paranaense.
Na sexta-feira (31/7), no noroeste de Minas Gerais, o indicador Cepea/CNA para o feijão-carioca de qualidade superior registrou a cotação de R$ 278,89 a saca de 60 quilos, uma queda de 28,41% no acumulado de julho. Já no sul do Paraná, o feijão-preto estava cotado a R$ 209,71 a saca, praticamente estável no mesmo período, com leve alta de 0,88%.
Segundo o Cepea, para o feijão-preto tipo 1, a demanda também esteve enfraquecida, mas a menor disponibilidade esperada na atual temporada, especialmente no Paraná, limitou ajustes mais expressivos.
Quanto ao feijão-carioca, pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar das tentativas de vendedores de sustentar os valores pedidos, o avanço da colheita e a entrada diária de novos lotes mantiveram a pressão sobre as cotações. Do lado comprador, agentes postergaram parte das aquisições diante da expectativa de maior disponibilidade e da sequência de quedas, reforçando o movimento baixista.







