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Home Saúde

Mieloma múltiplo: terapia moderna permite que dançarino volte ao forró

por Da Redação
20/09/2025
em Saúde
Tempo de leitura: 5 minutos
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Foto:Arquivo pessoal

Foto:Arquivo pessoal

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Sentir dor nas costas costuma ser um sintoma ao qual não damos muita atenção. Com uma rotina atribulada, o cabeleireiro Ezequiel Fazzio Paulino, de 68 anos, achou que as dores que começou a sentir em 2019 eram consequência das suas várias atividades, mas eram, na verdade, os primeiros sinais de um câncer na medula óssea, o mieloma múltiplo.

Foi o início de uma longa luta de Ezequiel contra o câncer. Ela só encontrou respiro com um tratamento inovador que permitiu que a doença ficasse “pausada” nos últimos seis anos, uma progressão que era quase impossível quando ele começou o tratamento.

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A descoberta do câncer ignorado

Levou meses até que Ezequiel se convencesse que seu problema era mais que uma lesão por esforço. “Sentia muita dor nas costas e elas foram aumentando com o tempo. Sempre fui muito ativo, fazia academia todos os dias: caminhava, nadava e ainda dançava forró. Aos 62 anos, me sentia firme e forte, levantava bastante peso, e no início achei que a dor era apenas por estar exagerando nos treinos”, lembra.

Como a dor persistia, ele procurou diversos tratamentos, desde massagem a terapias alternativas como a reflexologia. Foi só depois de cinco meses de dores intensas que ele recebeu uma orientação para exames mais detalhados.Play Video

“Um ortopedista, cliente meu, percebeu que eu estava andando de forma estranha. Eu tinha começado a sofrer quedas e contei para ele, que me pediu exames mais detalhados. Fiz uma ressonância e o resultado apareceu rapidamente. Cerca de 20 dias depois desse alerta, já estava operando a coluna”, lembra o morador de Botucatu (SP).

Tratamento para pausar mieloma

Mieloma múltiplo é um tipo de câncer em que ocorre a proliferação desordenada de uma célula do sangue, o plasmócito, que cresce anormalmente e passa a produzir proteínas tóxicas ao organismo. A doença pode levar à anemia, alteração da função renal, hipercalcemia, fraturas e ainda evoluir para complicações fatais.

A doença estava muito avançada. Ezequiel corria o risco de ficar tetraplégico se os pinos não fossem colocados em sua coluna o mais rápido possível. “Os médicos me disseram que eu tinha só 5% de esperança de continuar andando. Pensar que não poderia mais trabalhar ou dançar forró me arrasou, mas me agarrei naquela esperança”, afirma.

Após a cirurgia, o quadro dele ainda inspirava muitos cuidados e os médicos temiam que a quimioterapia não fosse eficaz. O estado avançado da doença permitiu que Ezequiel fosse habilitado logo de cara a fazer um protocolo, àquela época experimental, de tratamento.

Ele foi tratado com um novo esquema terapêutico chamado D-VRd, que combina uma série de quatro medicamentos, desde anticorpos até moléculas anticâncer. O objetivo é fazer um tratamento agressivo para aumentar a sobrevida livre de progressão da doença, já que o câncer em si não tem cura definitiva e pode ser apenas controlado.

O protocolo, aprovado pela Anvisa em outubro de 2024 para pacientes com casos graves, desde março deste ano é uma opção também para indivíduos recém-diagnosticados, independente de poderem ou não fazer um transplante de medula óssea.

“O mieloma múltiplo é uma doença desafiadora e dinâmica. Iniciar o tratamento com regimes mais eficazes no contexto de primeira linha oferece aos pacientes maior oportunidade de resultados duradouros a longo prazo, prevenindo recidivas”, afirma a hematologista Vânia Hungria, da Clínica São Germano, pesquisadora do protocolo Cepheus que testou o tratamento.

Tanto no Cepheus (em pacientes que não receberam transplante) quanto no Perseus (em pessoas que receberam transplante), os resultados mostraram que o tempo sem doença é muito mais longo do que o alcançado em tratamentos regulares.

As projeções indicam resultados promissores: pacientes que não são elegíveis ao transplante podem ter a doença controlada por cerca de oito anos com a nova técnica, comparado a quatro anos com a terapia convencional. Para aqueles que são elegíveis, o tratamento com D-VRd projeta uma sobrevida sem progressão de até 17 anos, um aumento significativo em relação aos sete anos do tratamento tradicional.

“Com as novas opções, os pacientes passam a ter uma melhora rápida nos sinais e sintomas do mieloma. Isso significa menos dor, mais mobilidade e mais disposição para retomar atividades cotidianas. Esses ganhos clínicos se traduzem diretamente em uma melhor qualidade de vida, permitindo que muitos pacientes voltem a ter uma vida ativa e produtiva”, constata a hematologista.

Tirando o mieloma para dançar

Para Ezequiel, o resultado tem sido fenomenal. Ele não tem progressões da doença há seis anos graças ao protocolo. Durante quatro meses, o tratamento ocorria quatro vezes por semana. Depois, passou a ser uma vez por semana, evoluiu para 15 dias e, hoje, é a cada 28 dias.

“Quando ouvi que tinha câncer, a primeira coisa que pensei foi na morte. Hoje, sou grato a Deus, aos meus médicos e à clínica. Tenho qualidade de vida, mesmo com as limitações. Voltei a trabalhar e a dançar. Se não fossem os pinos, eu estaria praticamente normal. Encontrei no lazer uma grande força: danço quatro vezes por semana. Danço três músicas, depois descanso três, e assim vou levando. Isso me dá ânimo, alegria e a certeza de que ainda posso viver mais e bem”, conclui o cabeleireiro forrozeiro.

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