Setembro se encerra com altas nos preços ao longo de toda a cadeia pecuária, em um cenário marcado pela menor oferta de animais prontos para abate na entressafra e pela melhora das exportações frente a agosto, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O indicador Cepea/Esalq do boi gordo, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, acumulou alta de 5,78% no mês, chegando a R$ 364,30 a arroba nesta quarta-feira (30/9), enquanto a carcaça casada avançou 3,08%, com média de R$ 24,74 o quilo à vista.
No mercado de reposição, o indicador do bezerro, basedo no Mato Grosso do Sul, subiu 1,26% e atingiu, no encerramento do mês, recorde da série histórica do Cepea, iniciada em fevereiro de 2000, a R$ 3.446,14 a cabeça.Play Video
Segundo o Cepea, entre janeiro e setembro deste ano, o boi gordo acumulou valorização de 10%, o bezerro, de 10,65%, a carcaça casada, de 6,1%, e o boi magro, de 5,81%. A diferença entre os movimentos dos preços evidencia a disputa por margens em toda a cadeia.
“A reposição mais cara eleva os custos de recriadores e terminadores, enquanto a valorização da carne abaixo da arroba limita o espaço da indústria. Nesse contexto, eficiência produtiva, relação de troca e capacidade de repasse dos preços da carne ganham importância para a rentabilidade dos agentes”, destaca o Cepea.
Nesta quarta-feira, das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 18 registraram altas para o boi gordo na comparação diária, enquanto 15 tiveram estabilidade.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referência para o mercado, o boi gordo e o “boi China” subiram R$ 5, para R$ 360 e R$ 365 a arroba, respectivamente. Foram registrados negócios pontuais acima da referência, com frigoríficos de pequeno e médio porte pagando até R$ 375 a arroba por alguns lotes. Já as cotações da vaca e da novilha não mudaram.





