Os contratos futuros de soja e milho começaram a sessão em queda nesta terça-feira (7/7), após altas consistentes registradas na véspera. Já o trigo chegou a operar no campo positivo após a abertura do pregão, em meio à percepção de oferta mais restrita no curto prazo, mas também passou a recuar.
Às 11h04, os vencimentos da soja para agosto recuavam 0,17%, a US$ 11,82 o bushel. A perspectiva de aumento na demanda chinesa pela oleaginosa americana e as condições climáticas nos Estados Unidos, com uma onda de calor no Meio Oeste, fortaleceram os preços no overnight. Entretanto, o fato de o mercado ter avançado expressivos 4% nesta segunda-feira (6/7) pesou para a virada de posições e uma queda técnica nesta sessão.
Apesar da baixa, a consultoria Granar vê continuidade na tendência positiva também influenciada pela deterioração nas condições da safra americana. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) ajustou ontem de 65% para 64% a estimativa sobre a proporção de soja em bom/excelente estado, em comparação com 66% na mesma época em 2025 e 66% estimados pelo mercado.
Os lotes de milho com entrega para setembro marcavam baixa de 0,17%, negociados a US$ 4,3750 o bushel. “O mercado oscila entre a possibilidade de lucros dos investidores e a continuidade da compra de contratos diante das condições ambientais que podem acelerar o déficit hídrico em grande parte das áreas produtoras de grãos dos Estados Unidos, devido às previsões de altas temperaturas”, disse a Granar em relatório.
A consultoria ressalta que há expectativas de chuvas para as lavouras dos EUA, mas que podem ser insuficientes para a fase de desenvolvimento do milho desta safra.
Em seu relatório semanal, ontem o USDA manteve a proporção de milho bom/excelente em 67%, mas manteve essa proporção distante dos 74% do mesmo período do ano passado e em linha com os 67% estimados pelos operadores.
Na mesma linha, os contratos futuros de trigo com entrega para setembro operavam em queda de 0,20%, a US$ 6,1275 o bushel.







