Torcedores e Torcedoras,
A entrevista do presidente da Federação Tocantinense de Futebol, Leomar Quintanilha, à rede de rádio TMC ratifica o nosso pensamento de que é preciso mudar o comando da FTF.
Nada contra Quintanilha, pelo contrário, entretanto, é nítida a necessidade de novas ideias, práticas e rumos diferentes na Federação.
O diálogo, corrobora a Coluna do Leal recente sob o título “Leomar Quintanilha merece aplausos, mas, reparos também”.
Em que pese o tema central da conversa ter sido a chefia da delegação brasileira à Copa do Mundo, o jornalista André Galvão, fez questionamentos pertinentes e reais; até pareceu ter lido nossa opinião.
Ficou claro que a percepção de mudança na FTF ultrapassa fronteiras, afinal, são 37 anos, a mesma quantidade de anos do Estado do Tocantins, com a mesma filosofia, com igual metodologia, com a mesma pessoa.
O entrevistador indagou Quintanilha se esse período não era longo demais, e se não havia o entendimento de que nenhum outro cidadão poderia fazer um trabalho diferente, afinal, o Tocantins não tem nenhuma equipe pelo menos na Série C do futebol brasileiro, questionando ainda quais os possíveis motivos para tal realidade.
O presidente enumerou possíveis causas como a grande extensão territorial do Tocantins, o fato das transmissões do futebol pela TV coincidirem com os horários dos jogos locais, tamanho dos municípios o que reflete nas rendas, falta de patrocínios, e etc…
Se o tamanho do Estado dificulta o crescimento do nosso futebol, guardadas as devidas proporções, o que falar do campeonato brasileiro?
Ao não resolver os problemas, e admitir a “letargia”, entendo que Leomar assina um termo de falta de capacidade em gerenciar recursos que poderiam evitar o falecimento do futebol tocantinense, a ponto de ouvir do entrevistador que é presidente de uma Federação “de pouca expressão no futebol brasileiro”, e pior, ter que engolir seco, até porque, contra fatos não há argumentos.
MAS,
O que me chamou a atenção mesmo, foi quando o mandatário respondeu sobre a longevidade no comando da FTF; Leomar comentou que a alternância é salutar, entretanto, “dificilmente aparece alguém para concorrer e assumir o trabalho, e nós não queremos entregar algo que construímos com muito amor e dedicação para uma pessoa que não tenha compromisso e responsabilidade com o futebol tocantinense”.
LEOMAR PERDEU A OPORTUNIDADE,
De esclarecer o que está sendo feito para mudar essa realidade, até porque, a Federação não pode limitar sua atuação apenas em gerenciar campeonatos, a meu sentir, é muito pouco.
Se é capaz de citar as causas que impedem o crescimento do futebol, deveria responder quais as soluções, como por exemplo, mudar o horário dos jogos para não concorrer com a TV. Outra coisa, qual seria o motivo de não aparecerem concorrentes nas disputas?
PENSO,
Que a FTF poderia encabeçar um movimento para alavancar nosso futebol buscando parcerias fora e dentro do Tocantins junto ao próprio Governo Estadual, Prefeituras e etc… no sentido de melhorarem nossas praças esportivas, ajudarem os clubes, implementação de escolinhas, e outras ações que certamente poderiam melhorar nosso futebol.
AO DIZER,
Que o rodízio de comando é importante, mas, ao mesmo tempo, fazer restrições a possíveis pretendentes ao cargo, Leomar Quintanilha prejulga e minimiza a capacidade de outras pessoas assumirem tal responsabilidade, é como se existisse apenas uma.
NA VERDADE,
Sem nenhum juízo de valores, e sem querer ferir susceptibilidades, imagino que já passou a hora de respirarmos novos ares no futebol estadual; que os tocantinenses reflitam, e sobretudo, que aqueles que comandam o futebol nacional entendam como o próprio Quintanilha, que ” a alternância é salutar” falta apenas colocar em prática.
É o que EU penso!
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