O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) afirmou nesta segunda-feira (8/6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) será seu candidato para a Presidência da República nas eleições de outubro. O ex-parlamentar, que liderou no Congresso o processo de impeachment contra a então presidente Dilma Rousseff (PT), foi entrevistado pelo Contexto Metrópoles.
“Eu vou apoiar o Flávio Bolsonaro para presidente porque eu não vou apoiar ninguém do PT. É muito simples. A menos que o partido que eu esteja mude de posição e tenha uma candidatura para presidente, que não seja uma candidatura ou apoio a uma candidatura do PT. Se o meu partido não estiver, a minha candidatura será, efetivamente, para apoiar o Flávio Bolsonaro. Não há nenhuma dúvida com relação a isso”, declarou.
Na última semana, Cunha se reuniu com Flávio durante passagem do senador por Belo Horizonte. O encontro aconteceu na Rádio 89 FM Maravilha, para a qual o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) concedeu uma entrevista. A emissora pertence a Cunha e é voltada ao público evangélico.
Nas redes sociais, o ex-deputado federal publicou um vídeo ao lado do pré-candidato à Presidência da República e afirmou que o senador assumiu a “missão de liderar o campo conservador na disputa de 2026”.
Conduziu o impeachment
O ex-parlamentar foi presidente da Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, período que foi responsável pela condução do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). À época, Cunha havia rompido com o governo petista e deu início à ofensiva contra o Palácio do Planalto na Casa.
Em meio à condução do impeachment da ex-mandatária, Cunha era alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito da operação Lava Jato. O ex-presidente da Câmara dos Deputados chegou a ficar preso preventivamente e, posteriormente, em prisão domiciliar, mas teve sua prisão preventiva revogada pela Justiça Federal em abril de 2021.
Ele teve o mandato cassado em novembro de 2016 e ficou inelegível por oito anos. A decisão, contudo, foi revertida após Cunha obter liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que liberou a candidatura dele para as eleições de 2022.
Apesar da decisão, Cunha não conseguiu se eleger naquele ano. O ex-deputado federal mudou seu domicílio eleitoral para Minas Gerais e pretende ser candidato à Câmara dos Deputados pelo estado em 2026. Até então, ele se disputava pelo Rio de Janeiro.






