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Dólar sobe 3% na semana, a R$ 5,61; Ibovespa recua 1,36%, aos 129 mil pontos

Mercado avaliava inflação ao produtor no país norte-americano e volume de serviços abaixo do esperado no cenário doméstico

por CNN
12/10/2024
em Economia
Tempo de leitura: 3 minutos
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Nota de dólares • 07/11/2016 - REUTERS/Dado Ruvic

Nota de dólares • 07/11/2016 - REUTERS/Dado Ruvic

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O dólar encerrou a semana em forte alta, enquanto a bolsa caiu nesta sexta-feira (11), em meio a um cenário externo incerto e preocupações contínuas com a questão fiscal no Brasil.

Na sessão, o dólar subiu 0,55%, cotado a R$ 5,6156, na contramão do movimento em demais mercados emergentes, à medida que a aversão a risco era acentuada por preocupações com o cenário fiscal no Brasil. Na semana, a alta acumulada foi de 2,92%.

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Já o principal índice do mercado brasileiro, o Ibovespa, caiu 0,28% no dia e 1,365% na semana, aos 129.992,29 pontos.

Os mercados avaliavam novos dados econômicos dos Estados Unidos, com destaque para inflação ao produtor, enquanto continuavam a debater o próximo movimento do Federal Reserve, apostando majoritariamente em um corte gradual nos juros em novembro.

Também seguiam no radar a escalada das tensões no Oriente Médio, com Israel ampliando sua ofensiva no Líbano, e a expectativa pelo detalhamento das medidas de estímulo fiscal na China, o que deve ocorrer em coletiva de imprensa do Ministério das Finanças chinês no sábado.

No cenário doméstico, agentes financeiros demonstravam preocupação com a situação fiscal, o que fazia os ativos brasileiros terem um pior desempenho do que seus pares no exterior e a curva de juros brasileira acumular altas sólidas.

No Brasil, o volume de serviços no Brasil frustrou as expectativas e recuou 0,4% em agosto, interrompendo dois meses seguidos de expansão e após atingir patamar recorde. Ante o mesmo mês do ano passado, houve expansão de 1,7%. Expectativa em pesquisa da Reuters apontavam altas respectivas de 0,2% e 3,6%.

Já nos EUA, dados mostraram que o índice de preços ao produtor ficou estável em setembro, após avanço de 0,2% em agosto e abaixo da previsão de economistas de acréscimo de 0,1%. Os números foram conhecidos um dia após números mostrarem uma inflação ao consumidor acima das expectativas do mercado.

Após os dados, os contratos futuros de juros precificavam uma chance de 85,4% de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) reduzir os juros em novembro em 0,25 ponto percentual, para uma faixa entre 4,50% a 4,75%.

Câmbio

O real ampliava ainda mais as perdas desta semana ante o dólar, com a falta de apetite por risco no exterior afetando um cenário doméstico já ruim na visão de investidores, que inclui desequilíbrio das contas públicas e uma atividade econômica superaquecida.

“É um momento no curto prazo de aversão ao risco no mercado internacional. No Brasil, isso reflete no preço do dólar (…) Mas tem um pouco de incerteza fiscal também”, disse Brayan Campos, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

No exterior, o cenário negativo para ativos de maior risco, segundo analistas, tem como principais fatores a escalada nas tensões do Oriente Médio, a incerteza quanto à política monetária do Federal Reserve e um certo mal-estar com medidas de estímulo na China.

Os elementos externos têm sido a principal causa para a valorização do dólar frente ao real nas últimas sessões, com a moeda norte-americana em alta de 3,27% na semana.

Nesta sexta-feira, no entanto, a maioria das moedas emergentes ganhava contra o dólar, em um movimento de ajuste em sessão de agenda internacional esvaziada.

“Temos um cenário doméstico nada bom, tendo como reflexo o dólar para cima, machucando bastante os ativos por aqui”, disse Gabriel Mota, operador de renda variável da Manchester Investimentos.

A junção de fatores externos e domésticos ruins também tinha efeito na curva de juros brasileira, com as taxas futuras registrando altas sólidas nesta sessão. Todos os contratos com vencimento a partir de janeiro de 2027 subiam mais de 1%.

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