O confinamento de gado no Brasil deve crescer 5,7% em 2026, segundo levantamento apresentado nesta terça-feira (2/6) pela dsm-firmenich. Os dados preliminares do Censo de Confinamento 2026 apontam para um total de 9,78 milhões de cabeças de gado confinadas neste ano. Em 2025, o número registrado havia sido de 9,25 milhões.
Esse número de animais está distribuído em 2.466 propriedades de 1.103 municípios. Desde 1998, o crescimento médio anual do confinamento de gado no Brasil alcançou 7%, de acordo com o levantamento.
O Sul do país foi um dos destaques, com crescimento próximo de 10%, em especial devido a projetos de expansão de confinamento na região oeste do Paraná. Mas é o Mato Grosso que segue com o maior volume de animais confinados, 2,4 milhões de cabeças, com estimativa de alta de 7,7% em 2026.
Segundo o gerente de confinamento da dsm, Walter Patrizi, um dos fatores que possibilitaram esse avanço foi a pressão da agricultura ocupando áreas do Brasil central que se destinavam à recria e engorda de bovinos.
As regiões com maior potencial de crescimento, segundo Patrizi, são as novas fronteiras agrícolas, como Maranhão, Piauí e algumas áreas da Bahia.
“A agricultura ocupa as melhores áreas de pecuária, destinadas à recria e engorda dos animais, desalojando os animais do pasto, mas ao mesmo tempo traz consigo uma infraestrutura muito grande e o grão para poder alimentar esses animais”, observou Patrizi.






