O ministro da Agricultura, André de Paula, disse nesta terça-feira (2/6) que a decisão da União Europeia, de bloquear a compra de produtos de carne do Brasil, “parece defesa de mercado”. Ele fez a afirmação durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
“Não quero parecer leviano, mas parece defesa de mercado. Colocar barreiras em um mercado como o nosso, mais eficiente e competitivo”, afirmou.
A União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de exportadores de produtos de origem animal, sob o argumento de descumprimento de regras de uso de antibióticos na produção. A aplicação efetiva da medida está prevista para 3 de setembro, caso não haja uma mudança.
Nesta segunda-feira (1/6), a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura homologou o Protocolo Privado de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos. Ao mesmo tempo, autoridades brasileiras têm discutido a questão com os europeus para tentar evitar o embargo.
Na Associação Comercial de São Paulo, o ministro André de Paula destacou que a medida dos europeus atinge outros produtos de origem animal, mas o principal gargalo ainda é a carne bovina.
Ressaltou que, enquanto a Europa coloca medidas que podem barrar exportações, a China anunciou o reconhecimento ao status internacional do Brasil como livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação.
“Enquanto um mercado como a China reafirma a confiança no nosso sistema, a Europa coloca questões como essa. Esse bloqueio ainda não se faz sentir. Vamos seguir nesse processo intenso e reunir as condições para que não tenhamos essa perspectiva para setembro”, disse.
Na avaliação do ministro, o Brasil tem uma defesa agropecuária robusta e com credibilidade.






