A colheita da safra verão do milho está na reta final, e a semeadura da segunda safra está praticamente finalizada. Assim, agentes do setor consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) voltam as atenções ao clima quente e seco e aos possíveis impactos desse cenário sobre o desenvolvimento destas lavouras.
Segundo pesquisadores do Cepea, até o momento, a produção da segunda safra 2025/26 segue estimada para ser levemente inferior à temporada 2024/25, mas ainda será elevada. Entretanto, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e a previsão de volume ainda pequeno, além das altas temperaturas em parte de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, deixam produtores em alerta.
No mercado físico, as negociações envolvendo o milho ainda seguem limitadas, devido à demanda enfraquecida, afirma o Cepea. Consumidores priorizam o uso dos estoques e adquirem novos lotes apenas de forma pontual.
Os compradores também estão de olho nos bons volumes dos estoques de passagem da temporada 2024/25 e na maior colheita da safra verão 2025/26 e, com isso, mantêm expectativas de preços menores nas próximas semanas. Muitos vendedores, contudo, voltaram a limitar o volume no mercado, à espera de reação nos valores, fundamentados nas atuais especulações climáticas.
Na sexta-feira (24/4), o indicador do milho do Cepea registrou a cotação de R$ 66,63 a saca de 60 quilos, uma queda de 5,31% no acumulado de abril.







