O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) comparou o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador Flávio Bolsonaro (PL), sem citar diretamente o nome dele, após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a Polícia Federal a investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
“É uma monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe. Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho. Já passou da hora de acabar com essa farsa!”, disse pelas redes sociais.
O ministro André Mendonça autorizou na quinta-feira (30/7) a abertura de inquérito sobre supostos crimes de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Saúde por negócios relacionados à cannabis medicinal.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Ontem, o presidente Lula disse que não usará o cargo para proteger o filho. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o petista garantiu que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento do filho e, se for culpado, o empresário terá de pagar pelos crimes.
“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”, afirmou.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e advogado de Lulinha, disse que recebeu a notícia da investigação com perplexidade, mas, ao mesmo tempo, com serenidade. “É estranha a notícia sobre a instauração de um novo inquérito. A impressão que passa é de que a Polícia Federal está promovendo uma espécie de fishing expedition, o que é muito grave. Recebemos, portanto, com estranheza, mas com tranquilidade”, disse.







