O preço do café opera em forte alta nesta manhã de segunda-feira (6/7) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para setembro de 2026 sobem 4,81%, cotados a US$ 3,15 a libra-peso.
Para Antônio Pancieri Neto, corretor da Painel do café, o mercado voltou a atenção ao grão após preocupações com os efeitos do El Niño na safra brasileira. “O café foi visto como um ativo de oportunidade, porque o El Niño está vindo forte e aquela disponibilidade que o mercado achou que teria de imediato por causa de projeções otimistas da safra brasileira não está se concretizando na prática”, explica.
Segundo a análise da Barchart, a estrutura de preços segue invertida (backwardation), indicando um cenário de oferta apertada e demanda firme no longo prazo. Esse desequilíbrio continua dando suporte às cotações, mantendo o movimento de valorização dos contratos futuros.
Cacau
O cacau também amanhece em forte valorização. Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro de 2026 avançam 8,18%, cotados a US$ 5.446 a tonelada.
O mercado segue monitorando as condições das lavouras na África Ocidental, principal região produtora do mundo, diante de incertezas sobre a produção da safra.
Açúcar
O açúcar opera em leve alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 sobem 0,32%, negociados a US$ 15,82 a libra-peso.
Algodão
O algodão também opera em alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 avançam 1,57%, cotados a 78,32 centavos de dólar por libra-peso.
Suco de laranja
Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em alta. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro de 2026, estão cotados a US$ 1,7150 a libra-peso, com avanço de 0,23%.






