Os preços da carne suína geralmente sobem no fim do ano, período em que ocorre maior consumo do produto. No entanto, um aumento de oferta pode limitar os avanços das cotações no período, afirma o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de suínos cresceu 3,2% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, para 15,58 milhões de cabeças. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, houve aumento de 2%.
Estimativas do Cepea, elaboradas com base em dados preliminares do IBGE, apontam para um pico de abates entre julho e setembro. Tradicionalmente, o setor suinícola registra maior produção de carne no terceiro trimestre, quando as empresas se preparam para atender ao aumento da demanda no final do ano nos mercados doméstico e externo, e essa tendência deve se manter em 2026.
Pesquisadores do Cepea destacam que a sobreoferta da carne no mercado independente tem sido observada em boa parte deste ano, o que tem pressionado as cotações do animal e dos cortes para patamares historicamente baixos.
Nesta quarta-feira (26/8), em Santa Catarina, o maior produtor nacional de suínos, o indicador Cepea/Esalq registrou a cotação de R$ 4,56 o quilo para o animal vivo, uma queda de 5,98% desde o início de agosto. No atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial estava cotada a R$ 7,38 o quilo, recuo de 10,22% no acumulado do mês.







