Uma tentativa de transformar a despedida do tio em uma lembrança afetiva terminou em uma sequência de situações constrangedoras para Evelyn Castro. Aos 45 anos, a atriz e humorista contou nas redes sociais que escolheu um funk ligado à história dos dois para tocar no velório, mas apertou a faixa errada justamente quando o caixão era fechado.
Ao compartilhar o episódio, Evelyn reconheceu que costuma encontrar uma maneira própria de atravessar momentos difíceis. “Estou de luto e sempre escolho viver minha vida da melhor forma possível, mas eu acho que passo um pouquinho do limite às vezes”, começou dizendo.
A homenagem planejada por ela tinha relação com a infância. O tio gostava de funk e foi responsável por apresentar à sobrinha músicas do gênero, entre elas Feira de Acarí, de MC Batata. Por isso, a atriz decidiu que a canção faria parte da despedida.
“Fui lá e falei: ‘Vou fazer uma homenagem’. Eu e as minhas homenagens. Na hora que foi fechar o caixão, fui colocar Feira de Acarí [música de MC Batata], porque foi o primeiro funk que ele me apresentou e eu me apaixonei, eu era criança. Tocava em uma novela, se não em engano. Ele se amarrava em funk, me apresentou Furacão 2000”.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
O plano saiu do controle em poucos segundos. Evelyn se confundiu ao mexer no celular e, enquanto os coveiros trabalhavam, um “proibidão” começou a tocar. A gravação tinha até sons de tiros.
“Botei Feira de Acarí na hora que estava fechando [o caixão]. Botei errado. O coveiros estavam parafusando e começou a tocar o ‘proibido’”, relatou a atriz, que acabou dando play em uma música cheia de sons de tiro. “Eu não sabia o que fazer. Eu queria muito rir e [tentei ver] se desligava”, recordou a artista.
Foi então que ela percebeu a reação dos coveiros. Os olhares fizeram Evelyn imaginar que os profissionais poderiam ter entendido a cena de uma maneira completamente diferente: “Depois eu fiquei pensando, meu Deus, devem ter pensado que meu tio era bandido, porque eu botei um ‘proibidão’, ri e falei: ‘Agora tu gosta’.”
O erro não fez a humorista abandonar a ideia. Depois de interromper a faixa, ela procurou novamente a canção que havia escolhido para o tio. “Não desisti, eu não consigo parar. Não sei o que acontece comigo em enterro. Um amor que vem em forma de constrangimento”.
Desta vez, Feira de Acarí tocou como Evelyn havia planejado. A homenagem, porém, ganhou mais um capítulo: sozinha, ela começou a acompanhar a música com a coreografia. “Fiquei sozinha fazendo os passos [da música]”, contou.







