O preço médio do búfalo ultrapassou a marca de R$ 10 por quilo vivo pela primeira vez no Rio Grande do Sul, e encostou no valor pago pelo gado bovino. De acordo com indicadores da empresa de assistência técnica Emater/RS, a cotação dos bubalinos passou de R$ 9,57 na semana de 11 a 15 de maio para R$ 10,37 entre 15 e 19 de junho, um aumento de 8,36%. Em comparação, no mesmo período, a cotação do boi gordo subiu 4,53%, passando de R$ 11,69 para R$ 12,22 por quilo.
Para a Associação Gaúcha de Criadores de Búfalos (Ascribu), os números refletem um aquecimento na demanda por búfalos no Estado, e leilões recentes registraram comercializações com valores próximos aos praticados para bovinos, cenário que ajuda a sustentar a valorização observada no mercado bubalino.
“Temos percebido uma demanda aquecida nos remates, com lotes negociados a preços muito próximos aos dos bovinos. Isso demonstra uma procura maior pela espécie e acompanha uma mudança no perfil de consumo de proteína vermelha”, disse o vice-presidente da Ascribu, Raphael Gonçalves, em nota.
Segundo Gonçalves, a busca por sistemas produtivos com menor custo operacional também contribui para o movimento. “O búfalo apresenta boa conversão alimentar, adapta-se a diferentes condições de produção e responde bem mesmo em áreas com pastagens de menor qualidade. Por isso, tem atraído a atenção de produtores que buscam alternativas dentro da pecuária”, explicou.
Além disso, criadores de bovinos têm demonstrado interesse crescente pela atividade bubalina. A entidade ressalta que a valorização dos animais, resistência a ectoparasitas e adaptação a propriedades de diferentes portes ajudam a explicar o aumento da procura registrado no mercado gaúcho.







