O preço do boi gordo teve um dia de estabilidade na maior parte do Brasil nesta quarta-feira (10/6). No entanto, em algumas regiões, especialmente Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, houve aumento de cotações, informa a Scot Consultoria.
Das 33 praças monitoradas pela Scot, 23 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária, enquanto dez registraram altas. Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 349 a arroba para o pagamento a prazo.
Segundo a Scot, nas praças paulistas, a oferta de bovinos estava curta e a ponta compradora estava devagar, comprando apenas o necessário para suprir as escalas de abate. Dessa forma, o mercado estava equilibrado, com oferta sem folga e menor apetite de compra.
Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, destaca que, em alguns Estados, há tentativas de compra em níveis mais baixos de preço. Além disso, persistem as informações de que a indústria frigorífica estaria realizando ajustes na estratégia, considerando o esgotamento precoce da cota chinesa, com previsão de término entre os meses de junho e julho.
Esse cenário faz com que haja necessidade de redução dos abates, além de reduzir ou eliminar as bonificações inerentes ao boi padrão China. “Esse movimento já era aguardado conforme as exportações se aceleravam, com grande foco no mercado chinês neste primeiro semestre. Mesmo com escalas de abate encurtadas, parece pouco provável que haja espaço para altas contundentes da arroba do boi gordo no curtíssimo prazo”, afirma Iglesias.
Já o mercado atacadista apresentou preços mais altos durante a quarta-feira, informa a Safras. Esse movimento está lastreado na boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável devido aos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.







