Após as expressivas valorizações registradas em maio, os mercados do feijão-carioca e do feijão-preto iniciaram junho com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Na sexta-feira (5/6), no noroeste de Minas Gerais, o indicador Cepea/CNA registrou a cotação de R$ 428,33 para a saca de 60 quilos do feijão-carioca de qualidade superior, uma queda de 5,51% na primeira semana de junho. No mesmo período, no sul do Paraná, o feijão-preto recuou 9,27%, cotado a R$ 221,36 a saca.
A retração foi influenciada pela postura mais cautelosa dos compradores, pelo avanço da colheita da segunda safra e pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, especialmente em áreas afetadas por geadas. Apesar das recentes desvalorizações, o mercado de feijão segue acumulando alta em 2026, sustentado pela redução da área cultivada e pela limitada disponibilidade de grãos de melhor qualidade.
No ‘front’ externo, as importações brasileiras de feijão totalizaram 5,28 mil toneladas em maio, volume seis vezes superior ao registrado no mesmo mês do ano passado e o maior desde 2020, apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Com origem na Argentina, as compras foram compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros feijões comuns.
As exportações, por sua vez, somaram 12,09 mil toneladas em maio, volume 0,5% inferior ao do mesmo período do ano passado e 47,1% menor que o de 2024, quando o Brasil registrou recorde no mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas. A Índia permanece como o principal destino das exportações brasileiras.







