O mercado pecuário encerrou a semana com aumento de oferta de gado, permitindo aos frigoríficos alongarem as escalas de abate e manterem uma posição mais confortável nas compras, afirma a Scot Consultoria. Esse cenário abriu espaço para tentativas de negociação em preços menores. Somado a isso, o avanço do mês dificultou o escoamento da carne bovina no mercado interno.
Nesta sexta-feira (22/5), das 33 regiões monitoradas pela Scot, 27 não tiveram alterações no preço do boi gordo. Foram registradas quedas em Dourados (MS), Campo Grande (MS), norte de Mato Grosso, sul do Tocantins, Acre e Espírito Santo.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o boi gordo seguiu cotado a R$ 345 a arroba para o pagamento a prazo. Houve queda de R$ 3 para o preço da novilha, agora a R$ 327 a arroba. O “boi China” caiu R$ 2, para R$ 348 a arroba. Não houve alterações na cotação da vaca.
O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que, em algumas praças, houve maior firmeza dos preços, até mesmo com negociações acima da referência média. “A capacidade de retenção dos pecuaristas em Estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso ainda oferece a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios. Em São Paulo também se evidencia encurtamento das escalas de abate”, comenta.
O mercado atacadista também fechou a sexta-feira apresentando manutenção dos preços, informa a Safras. Iglesias lembra que a última semana do mês tende a ser pautada por uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo compreensível em um período de demanda menos aquecida.
Por sua vez, a demanda relacionada à Copa do Mundo passa a ganhar relevância. “O evento costuma gerar bom resultado nas vendas do varejo e motivar a firmeza dos preços pecuários durante o período”, destaca o analista.







