O mercado de feijão seguiu operando em cenário de valorização na primeira quinzena de maio, tanto para o carioca quanto para o preto, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento, que vem sendo gradualmente repassado ao consumidor, reflete a restrição de oferta e as incertezas climáticas, sobretudo na região Sul do Brasil, onde os produtores monitoram os impactos de geadas nas lavouras.
Na sexta-feira (15/5), o indicador Cepea/CNA registrou, no sul do Paraná, a cotação de R$ 372 a saca de 60 quilos para o feijão-carioca de qualidade superior, uma alta de 9,81% desde o início de maio. Já o feijão-preto apresentava o preço médio de R$ 204,36 a saca, aumento de 21,8% no mesmo período.
A demanda permaneceu concentrada principalmente no Paraná, em função do atual ritmo de colheita no Estado, com parte dos grãos apresentando elevada umidade e demandando passagem por secadores. Segundo o Cepea, o movimento de cautela e de restrição da oferta foi reforçado após geadas terem sido registradas no início da semana no Sul do País, especialmente em áreas de baixada.





