A filiação do presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres (ex-Republicanos), ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na noite desta terça-feira, 31, em Palmas, marcou um novo movimento na reorganização do cenário político para 2026.
O ato reuniu cerca de 20 prefeitos, deputados estaduais, federais e lideranças partidárias e foi conduzido ao lado do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), pré-candidato ao Palácio Araguaia do grupo, e do presidente estadual do MDB, o também deputado federal Alexandre Guimarães.
O evento teve como pano de fundo a consolidação de um grupo que se coloca fora da base do governo estadual e busca espaço na disputa majoritária. A movimentação reforça a fragmentação do cenário eleitoral no Estado e ocorre poucos dias após atos políticos, como os liderados pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD) e pela senadora Dorinha Seabra (UB).
FILIAÇÕES DE OLYNTHO E VALDEMAR
A presença de prefeitos de diferentes regiões, além de deputados como Júnior Geo (PSDB), Danilo Alencar (MDB), Jorge Frederico (PSDB), Olyntho Neto (MDB) e Valdemar Júnior (MDB) foi usada como demonstração de capilaridade política. Estes dois últimos parlamentares confirmaram a filiação ao MDB durante o evento, também saindo do Republicanos do governador Wanderlei Barbosa.
AMÉLIO ROMPE COM BASE GOVERNISTA E MIRA NOVO PROJETO
Em discurso, Amélio Cayres afirmou que sua saída do grupo ligado ao governo ocorreu após não encontrar espaço na composição da chapa majoritária. Segundo o presidente da Aleto, houve um período de espera por definição que não se concretizou. “Fiquei meses aguardando e não houve encaminhamento”, disse.
CHEGAR NO 2ª TURNO

Sem citar diretamente adversários, o parlamentar criticou a condução das articulações e afirmou que aliados foram deixados de fora do projeto. Ele também indicou que a nova aliança busca construir uma alternativa competitiva. “Queremos chegar ao segundo turno com um projeto construído ouvindo as pessoas”, afirmou.
CONSTRUÇÃO DE GRUPO, NÃO IMPOSIÇÃO
Pré-candidato ao governo, Vicentinho Júnior utilizou o evento para reforçar a aliança com Amélio e sinalizar a formação de chapa. Em discurso, indicou que o presidente da Assembleia deve ocupar papel central no projeto, possivelmente como vice.
“Aqui é construção de grupo, não de imposição”, disse. O deputado também fez críticas indiretas a adversários e afirmou que a campanha deve ser baseada em presença territorial. “Nossa caminhada será de porta em porta”, afirmou.
Ao tratar da articulação política, o congressista disse que o grupo está estruturando nominatas e alianças e rebateu avaliações de que não haveria base consolidada. “A verdade está posta”, afirmou.
MDB AMPLIA BASE E MIRA NOMINATAS COMPETITIVAS
O evento também marcou a filiação de novos deputados e lideranças, ampliando a estrutura do MDB para as eleições proporcionais. A legenda trabalha na montagem de chapas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal, buscando competitividade nas duas frentes.
O deputado Olyntho Neto e Valdemar Júnior estiveram entre os nomes que reforçaram o grupo, além de outras lideranças que já vinham sendo articuladas nos bastidores. O movimento ocorre dentro da estratégia de fortalecer o partido antes do fim da janela partidária.
CRÍTICAS AO GOVERNO E DISCURSO DE PERSEGUIÇÃO
Durante os discursos, lideranças do grupo fizeram críticas ao atual cenário político e mencionaram dificuldades enfrentadas por aliados. O presidente do MDB, Alexandre Guimarães, afirmou que integrantes do grupo podem sofrer represálias por suas posições políticas.
Sem detalhar casos específicos, o congressista citou perda de espaço político e dificuldades administrativas como possíveis consequências. “Há quem esteja sendo penalizado por fazer uma escolha diferente”, disse.







