O mercado de feijão segue registrando demanda enfraquecida, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Agentes de indústrias se mostram abastecidos, e o ritmo limitado de reposições resultou em novas quedas de preços do grão ao longo da semana passada. Ainda assim, as médias de preços em março seguem acima das de fevereiro.
Para o feijão-carioca de qualidade superior (notas 9 ou maiores), os valores também recuaram por conta do avanço da colheita na região Sul do País. Em outras praças, foi a necessidade de “fazer caixa” por parte do produtor que reforçou a desvalorização. Na sexta-feira (20/3), no leste de Goiás, o Cepea registrou a cotação de R$ 324,50 a saca de 60 quilos, um recuo de 2,36% em uma semana.
Quanto ao grão de qualidade média (notas 8 e 8,5), o escurecimento dos grãos tem sido um fator decisivo na estratégia de comercialização, com produtores priorizando a liquidez antes de possíveis desvalorizações pela qualidade dos grãos. Para esta variedade, também no leite de Goiás, houve recuo de 1,04% na comparação semanal, com o preço médio em R$ 299,54 a saca na sexta-feira.
No mercado de feijão-preto, pesquisadores do Cepea apontam que o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em quedas generalizadas nas praças. No sul do Paraná, na sexta-feira, a cotação estava em R$ 179,29 a saca, redução semanal de 3%.
No campo, dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita da primeira safra alcançava 65% da área nacional, acima dos 61,8% observados no mesmo período do ano passado, mas abaixo da média dos últimos cinco anos (67,7%).







