O vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, reuniu-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na quinta-feira (29/1) e o aconselhou a não concorrer a nenhum cargo nas eleições deste ano. Quaquá disse ao ministro que o melhor caminho é ele coordenar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aguardar as eleições de 2030, para ser seu sucessor.
Ao Metrópoles o vice do PT disse que o momento é de preservar Haddad, pensando no futuro do partido. “Se o PT tivesse juízo, o preservava e o colocava como coordenador-geral do programa de governo e da campanha Lula, organizando um projeto longo de desenvolvimento para o país, um plano de metas de 30 anos”, declarou.
Haddad resiste em concorrer ao governo de São Paulo, apesar da pressão do PT e de Lula para que ele seja candidato. O presidente avalia que precisa ter um nome forte no estado, capaz de levar a disputa para o segundo turno e garantir palanque durante a campanha. Outra saída ventilada para o político seria concorrer ao Senado.
Na quinta, o ministro da Fazenda concedeu entrevista ao Metrópoles e tangenciou ao falar sobre a possibilidade de candidatura. Com planos de ajudar nas eleições sem disputar um cargo, Haddad confirmou que vai deixar a pasta em fevereiro, mas não quis cravar uma data.
“Eu não posso dar uma data sem combinar com o presidente, mas ele está informado que deixo o governo em fevereiro, com certeza”, afirmou.
Quaquá destacou que é urgente que o PT comece a pensar o futuro, com a sucessão de Lula, e isso passa por um posto estratégico para o ministro da Fazenda. “Agora, é hora de preservá-lo para 2030. Vamos ganhar agora com Lula e temos que organizar o futuro já”, argumentou.






