Você já parou para observar como funciona o fluxo de atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Palmas? Venha com a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) conhecer como é o atendimento: no primeiro momento, do segurança à recepção, o cidadão é atendido por profissionais terceirizados. Após o acolhimento e a classificação de risco, o próximo passo é o atendimento médico, que é realizado por um profissional de uma empresa contratada pela Semus, ou seja, também terceirizado.
E ainda tem os demais serviços terceirizados: exames laboratoriais, exames de imagem, locação das ambulâncias, serviços de limpeza, manutenção predial, lavanderia e serviços de copeiragem. São mais de 20 contratos de serviços terceirizados para garantir o funcionamento das UPAs. E, mesmo com as terceirizações, as UPAs continuam sendo 100% públicas, gratuitas e integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS); mas, o atendimento ofertado não atende a demanda dos palmenses.
O modelo de gestão compartilhada que está sendo implementada pela Semus substituirá a fragmentação desses contratos por um único contrato de gestão. “Ao invés de a Semus gerenciar dezenas de empresas distintas (limpeza, médicos, exames, ambulâncias), ela passa a fiscalizar um único ente responsável por toda a operação, garantindo maior capilaridade na cobrança por resultados”, exemplifica a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski.
O termo de colaboração firmado pela Prefeitura de Palmas com a entidade filantrópica Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Itatiba estabelece uma parceria baseada em resultados, prevendo pilares de controle como índice de satisfação de 80%, se a meta não for alcançada ocorrerá retenções de até 20% no repasse a entidade. Ou seja, o pagamento está condicionado ao cumprimento de metas, na qualidade do serviço ofertado e no índice de satisfação dos usuários.
Em abril terá início o novo modelo de gestão das UPAs na Capital, onde a organização social assumirá a execução dos serviços nas unidades de urgência e emergência. Com essa mudança, de imediato, será garantida a escala completa de profissionais, a oferta de consultas em pediatria e ortopedia e regularidade no abastecimento de insumos e medicamentos. “Não há substituição do Poder Público, mas sim um reforço de suas capacidades para entregar serviços de maior qualidade com eficiência operacional”, finaliza a secretária Dhieine.





