Com a participação da reitora da UFT, professora Maria Santana e da diretora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Maria Fabiana Damásio Passos, foi firmada na manhã desta quarta-feira (18), em solenidade no auditório da Reitoria, em Palmas, uma carta de manifestação de interesse para celebração de acordo de cooperação entre as duas instituições. Na prática, a articulação é um desdobramento do compromisso interinstitucional iniciado em 2025 e que visa fortalecer a ciência, a saúde pública regional e as políticas públicas de desenvolvimento regional.
Também participaram da solenidade, compondo mesa de abertura, o secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e presidente do Conselho Nacional de Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva; o representante do Ministério da Saúde no Tocantins, José Carlos Velozo; a representante da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde e também representando o Conselho Municipal de Saúde de Palmas, Mônica Bandeira; o representante da Secretaria Municipal de Saúde, André Luís Nunes Cavalari; e a discente de Enfermagem, Lara Cristina Alves Xôhkwyj Krahô, presidente do Centro Acadêmico do curso.
A reitora frisou a importância da parceria entre a UFT e a Fiocruz, destacando a integração com os movimentos sociais e a educação popular. “É um momento importante porque a Fiocruz tem um trabalho já consolidado em relação à discussão de doenças, a discussão da educação popular, ou seja, para que as pessoas que recebem, de fato, o que a comunidade, o que a sociedade precisa”, disse. Ela complementou afirmando ainda que “é um momento importante com a instituição que sela essa ligação entre os movimentos sociais, entre os movimentos de base e a instituição. Ou seja, é um encontro de saberes mesmo, a academia dialogando com a comunidade”.
`Para a diretora da Fiocruz, a instalação da Fundação no Tocantins visa fortalecer a atenção à saúde dos idosos e promover envelhecimento digno por meio de parcerias e ações integradas. “A parceria entre a Fiocruz e a Universidade fortalece a agenda de educação e de pesquisa na região. A Fiocruz como instituição de saúde pública vem exatamente para contribuir, por exemplo, com a extensão das ações de saúde no território, então construir essa parceria com a UFT significa juntar os nossos esforços para que a gente tenha condição, por exemplo, de desenvolver ações perto das unidades básicas de saúde, sempre fortalecendo as redes de atenção a saúde e, em especial, a qualidade dos sistemas e serviços de saúde para a população”, disse a diretora. Ela enfatizou ainda que a parceria fortalece a participação social para a promoção de saúde no território. “.Que cada vez mais a gente possa propiciar, por meio da participação social e da articulação com os trabalhadores locais, o fortalecimento da qualidade do cuidado, da promoção de cuidado da população aqui de Palmas, não só de Palmas, mas de toda a região”.
A parceria da Fiocruz é inédita no Tocantins e a terceira firmada nestes moldes na região Norte do Brasil. O intuito – conforme a diretora – é facilitar o processo de articulação com os territórios locais.
O representante do Ministério da Saúde no Tocantins destacou a importância das articulações que envolvem a mobilização social. “Essa parceria toda que está aqui representada nessa mesa e nesse auditório é importantíssima para a gente. É assim que a gente constrói política pública. E é assim que a gente melhora a vida dos cidadãos e das cidadãs que estão no território”. disse Velozo.
Resultado das oficinas
Como parte da solenidade, o assessor do Ministério da Saúde e da Fiocruz e professor aposentado da UFT, Neilton Araújo, apresentou boas-vindas aos presentes e abriu espaço para Wagner Martins, analista de gestão em saúde da Fiocruz Brasília, para que este apresentasse o resultado das oficinas realizadas desde terça-feira (17) no mesmo auditório, com a participação de representantes de comunidades periféricas de Palmas.
Martins apresentou o que foi levantado nas oficinas pelos representantes comunitários dos setores Taquari, Santa Bárbara e Lago Sul. Grupos de Trabalho apontaram e analisaram resiliências, ameaças e vulnerabilidades locais como acesso à água, pobreza e questões de gênero, para garantir que as políticas públicas não sejam “de gabinete”, mas respondam às demandas reais do território. o analista enfatizou que a partir do que foi levantado foi elaborado um mapa virtual, na Plataforma de Inteligência Cooperativa com Atenção Primária à Saúde (Picaps) com os pontos levantados; a Plataforma utiliza como re´gua os 18 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).






