Criado para ampliar o acesso da população aos serviços de Atenção Primária à Saúde (APS) no período noturno, o Projeto Unidades Corujinha já contabiliza mais de 31 mil atendimentos e procedimentos realizados (dados parciais) desde sua implantação em Palmas até o dia 31 de maio. Iniciada em 22 de abril deste ano, a estratégia funciona das 18 horas à meia-noite em 11 Unidades de Saúde da Família (USFs) distribuídas nas regiões norte, sul e central, oferecendo consultas médicas, atendimentos de enfermagem e diversos procedimentos para usuários que enfrentam dificuldades para buscar assistência durante o horário comercial.
Segundo a diretora de Atenção Primária à Saúde, Luma Garcia, os resultados demonstram que a ampliação do horário de funcionamento deu uma nova estrutura à capacidade de atendimento da rede municipal. “Os indicadores mostram crescimento significativo da produção assistencial após a implantação do turno noturno. Após a implantação em 22/04, os atendimentos noturnos já representavam 11,1% do total em abril (apenas nove dias de operação), chegando a 26,5% em maio, primeiro mês completo. Essa trajetória aponta para um equilíbrio progressivo entre os dois turnos, à medida que a adesão da população avança, ampliando o acesso da população e contribuindo para a redução da demanda reprimida nas unidades de saúde”, destaca.
Luma ressalta que o funcionamento estendido das unidades tem beneficiado principalmente trabalhadores e usuários que antes precisavam recorrer às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) para situações de menor complexidade ou que deixavam de procurar atendimento devido à incompatibilidade de horários. “O relatório também aponta redução parcial da demanda reprimida, mais acolhimento e aumento da resolutividade das equipes de Atenção Primária”, explicou.
Segundo o médico da Estratégia Saúde da Família na USF Francisco Júnior, Matheus Oliveira, após pouco mais de um mês de funcionamento do projeto, já é possível identificar o perfil predominante dos usuários atendidos no período noturno. “Grande parte dos pacientes que procuram as Unidades Corujinha são trabalhadores que não conseguiam comparecer às consultas durante o horário comercial. Também observamos pessoas com agravos de menor complexidade que, muitas vezes, acabavam recorrendo à automedicação ou evitavam buscar atendimento devido ao tempo de espera em serviços de urgência. Com a ampliação do horário, essas pessoas passaram a ter uma alternativa mais acessível para receber acompanhamento e orientação profissional.”
O médico destaca ainda a aprovação da população em relação à iniciativa. “A maioria dos pacientes elogia a ampliação do horário de atendimento, bem como o funcionamento de algumas farmácias nas unidades. Muitos relatam que pretendem manter o acompanhamento de saúde no período noturno, justamente pela facilidade de conciliar os cuidados com a rotina de trabalho e outras atividades do dia a dia”.







